Trabalhadores paralisam atividades em usina de cana-de-açúcar mineira

Agronegócio

Trabalhadores paralisam atividades em usina de cana-de-açúcar mineira

Trabalhadores de uma usina de cana-de-açúcar de São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas Gerais, paralisaram as atividades. Eles reclamam dos salários e da falta de equipamentos de segurança
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Trabalhadores de uma usina de cana-de-açúcar de São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas Gerais, paralisaram as atividades. Eles reclamam dos salários e da falta de equipamentos de segurança.

Os caminhões de cana estão parados em frente ao portão da usina. Com a manifestação dos funcionários a produção da empresa foi paralisada. A greve começou na manhã da última sexta-feira. Desde então, cerca de cem trabalhadores estão acampados em frente à usina. Eles dizem que só voltam ao trabalho depois que as reivindicações forem atendidas pela empresa.

“Você vê trabalhadores trabalhando sem os equipamentos necessários, sem ferramentas adequadas e com o salário indigno”, reclamou Aparecida do Lago, diretor da Federação do Trabalho na Agricultura do Estado de Minas Gerais.

O cortador José Cremildo Carvalho mostrou as botas recebidas há quatro meses da empresa e as luvas, que ele mesmo teve que comprar. “Não ganhei mais nada”, contou.

Quanto aos salários, os manifestantes disseram que muitos não chegam a receber nem o mínimo no final do mês.

Ninguém da usina foi encontrado para falar sobre o assunto. Por e-mail a assessoria de comunicação da empresa informou que as reivindicações já vêm sendo analisadas e receberão a devida atenção e que em nenhum momento a diretoria se negou a dialogar com os empregados.

Representantes da Fetaemg e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais ajudam nas negociações.

“Eles estão firmes em atingir o objetivo principal, que é conseguir os direitos mínimos do trabalhador, que é um salário mínimo digno, que são condições de trabalho dignas e que é respeito ao trabalhador”, disse Roni Amaral Galvão, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

A usina é de propriedade do Grupo Infinity, com sede nas Bermudas. A empresa entrou, em maio, com pedido de recuperação judicial. A dívida mundial da empresa, que tem ações na bolsa de Londres, é estimada em um bilhão de reais.

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