Três estados liberados para exportar mel
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Agronegócio

Três estados liberados para exportar mel

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Após dois anos de embargo, a cadeia produtiva do mel voltou a exportar para a União Européia, seu principal mercado. Por enquanto, apenas entrepostos localizados no Piauí, em São Paulo e Santa Catarina passaram pela auditoria do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) e foram liberados para retomar as exportações. A expectativa da Federação Mineira de Apicultura (Femap) é de que, até o final do ano, entrepostos mineiros também passem por auditorias e possam retomar os embarques.

Além de grande consumidor, o mercado europeu é especialmente importante para os apiários porque remunera melhor. Segundo o presidente da Femap, Mázio Magalhães, a tonelada do mel é vendida por entre US$ 2.600 e US$ 2.700 para os Estados Unidos, países árabes e asiáticos. «Para a União Européia, o preço médio é de US$ 2.800 e pode chegar a US$ 3.000, dependendo do contrato», explica Magalhães.

De acordo com o presidente da Femap, Minas deve produzir neste ano cerca de 10 mil toneladas de mel, um crescimento de 10% sobre o volume produzido em 2007. Desse total, cerca de 20% são destinados ao mercado externo, principalmente Estados Unidos, Arábia Saudita, Coréia e Japão. «Com o retorno das exportações para a União Européia, as vendas internacionais podem chegar a 40% da nossa produção», detalha Magalhães, destacando que a Alemanha é o principal comprador do mel mineiro no continente europeu. Minas é o quinto maior exportador do país e tem cerca de 20 entrepostos. «As adequações estão sendo feitas individualmente por cada entreposto. A exigência é de que os fornecedores se tornem rastreáveis. Para alguns, falta apenas a auditoria do ministério», explica o presidente da Femap.

Segundo o assessor técnico do Programa Alimentos Seguros (PAS), Paschoal Robbs, a implantação de ferramentas para garantir a segurança do mel, conforme as exigências da UE, teve início em março deste ano, em nove entrepostos de oito estados - São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Piauí e Minas. «Repassamos as informações para os entrepostos e para as casas de mel apontadas por eles e ainda capacitamos apicultores a trabalharem com a questão das boas práticas e da rastreabilidade», explica Robbs.

Para o coordenador nacional da Rede Apis/Sebrae, Reginaldo Resende, o resultado do fim gradual do embargo ao mel brasileiro deve mostrar seus efeitos nas exportações brasileiras nos próximos meses. «Cada vez mais entrepostos devem ser liberados para venda à União Européia», avalia.


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