Tribunal mantém ação de R$ 73,6 milhões contra Silval Barbosa e companhia de carnes

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Tribunal mantém ação de R$ 73,6 milhões contra Silval Barbosa e companhia de carnes

Magistrado identificou suspeita de graves irregularidades
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Magistrado identificou suspeita de graves irregularidades

A terceira câmara cível do Tribunal de Justiça negou pedido do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para anular uma ação civil pública que o acusa de favorecer indevidamente com créditos tributários o grupo JBS Friboi em R$ 73,6 milhões.

A defesa alegou que as investigações foram abertas contra Silval no exercício do cargo por promotores de justiça que compõem o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, enquanto pela Constituição estadual somente o Procurador Geral de Justiça deveria investigá-lo e denunciá-lo. Isso, por si só, configuraria prova ilícita. Ainda foi ressaltado que a delegação de poderes aos promotores de Justiça se deu pela Procuradoria Geral de Justiça somente quatro meses após as declarações do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, que prestou depoimento a diversos promotores apontando a suspeita de crimes na gestão estadual.

Após o juiz Luis Aparecido Bortolussi Junior, da Vara Especializada em Ação Civil e Popular, rejeitar embargos de declaração para reformar sua decisão de acolher a denúncia do Ministério Público, a defesa de Silval Barbosa ingressou com agravo de instrumento cuja liminar foi negada em março e o mérito apreciado no dia 5 deste mês pela Terceira Câmara Cível. O relator do agravo de instrumento, desembargador Márcio Vidal, julgou improcedente o pedido do ex-governador. O voto foi acompanhado pelo desembargador Jones Gattas Dias e pela juíza convocada Wandimara Zanolo.

A decisão foi unãnime.  Ainda figuram como réus e são suspeitos de improbidade administrativa os ex-secretários de Fazenda, Edmilson José dos Santos, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi. O magistrado identificou suspeita de graves irregularidades, entendendo assim que o recebimento da denúncia é válido pelo juízo de primeiro grau.

“Como assinalado pelo Ministério Público, em sua inicial, é curioso como uma empresa que está estabelecida em outra unidade da federação, em 2 dias, conseguiu analisar e constatar que se adequava aos critérios legais, enviar seu representante legal a Mato Grosso, marcar encontro com o Governador do Estado - Silval da Cunha Barbosa - e com os 2 principais secretários estaduais - Pedro Jamil Nadaf e Marcel Souza de Cursi -, formalizar o pedido e assiná-lo.

Além disso, pergunto: Poderia a SEFAZ, nesse mesmo prazo (dois dias), ter procedido ao levantamento das entradas, apurar o valor do ICMS que poderia ser creditado, elaborar o texto do citado Termo de Intenções e assiná-lo? A resposta, a princípio, parece-me ser negativa”, decidiu. 


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