Trigo: Dólar encarece importação e preço final
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Agronegócio

Trigo: Dólar encarece importação e preço final

A tendência é que os preços do produto se mantenham firmes
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Se a importação de trigo já pesa negativamente sobre a balança comercial do país quando o câmbio está a R$ 1,80, com a moeda norte-americana acima de R$ 2, o produto fica ainda mais caro, tanto para o importador como para o consumidor final. Conforme dados da consultoria Safras e Mercado, o trigo argentino chega hoje a São Paulo por R$ 660 por tonelada – R$ 40 a mais por tonelada em relação ao câmbio de R$ 1,80. Ou seja, se o país importar metade do que precisa para suprir seu abastecimento – 2,8 milhões de toneladas – com o câmbio atual, precisaria desembolsar R$ 100 milhões a mais se comparado à cotação da moeda de dois meses atrás.


A tendência é que os preços do produto se mantenham firmes. Ou seja, “o pãozinho vai ficar mais caro para o consumidor”, avisa Michael Prudência, analista de mercado de trigo. A sustentação nos valores está baseada na expectativa de quebra de safra na Rússia e também de redução da produção argentina. “A garantia é que teremos pelo menos o preço mínimo, de R$ 501 por tonelada, o que já superior ao do ano passado, quando o piso do produto estipulado pelo governo era de R$ 477 por tonelada. E O mercado dever ter mais liquidez”, aposta ele.


As variações de preços pagos ao produtor pesam em cerca de um terço no valor final do pão francês, conforme analistas. Com a ajuda do dólar e das cotações praticadas no mercado de lotes, nos últimos doze meses o pão subiu mais de 5% em Curitiba e região metropolitana, conforme o Índice de Preços ao Consumidor(IPCA), chegando a mais de R$ 8 o quilo em algumas panificadoras.


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