Trigo volta a brilhar no Cerrado

Agronegócio

Trigo volta a brilhar no Cerrado

Agricultores e indústria preveem aumento de cerca 30% na produção tritícola em goiás
Por: -Maria José Braga
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O sétimo levantamento da safra brasileira 2009/10, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), neste mês de abril, trouxe os primeiros números sobre a cultura do trigo no País. Eles não são animadores: a previsão é de redução na safra total em 13,1% (de 6 milhões de toneladas na safra passada para 5,2 milhões de toneladas), mantendo o Brasil na incômoda situação de dependente das importações.

O mesmo levantamento não apresenta novos números para a safra goiana, praticamente repetindo o levantamento da safra anterior (veja tabela). A alegação é de que ainda há indefinição no plantio. Entre os agricultores e representantes da indústria, entretanto, o clima é de otimismo. A previsão é de que a produção goiana cresça de 20% a 30%, ultrapassando a marca de 100 mil toneladas.

"Muitos produtores que não plantaram trigo nos últimos dois, três anos, vão voltar a plantar nesta safra de inverno", garante Vítor Alberto Simão, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Cristalina, onde está concentrada a maior área de trigo irrigado. Ele próprio, há quatro anos, não plantava trigo e vai semear 95 hectares nesta safra. "Como eu, muita gente está voltando a plantar. Nossa região deve cultivar cerca de 15 mil hectares", informa.

No município de Vianópolis, vários agricultores também vão voltar a cultivar trigo e muitos até já fecharam acordo para a venda da safra com uma indústria de moagem. É o caso de Alexandre Caixeta, filho do ex-presidente da Faeg, Macel Caixeta, que introduziu a triticultura no Estado. Alexandre não plantava trigo há dois anos e decidiu plantar 190 ha nesta safra de inverno.

Incentivos

Segundo Alexandre, nos últimos anos, os altos custos de produção dificultaram a triticultura. A saída encontrada por muitos foi o cultivo de feijão, que estava bem cotado .

Neste ano, os preços do feijão caíram, o governo federal melhorou o preço mínimo do trigo e os limites de crédito para os financiamentos de custeio. Além disso, está havendo um esforço conjunto dos produtores e indústria para aumentar a produção goiana. Alexandre argumenta que o crescimento da safra interessa ao produtor, às indústrias e também ao governo estadual, que arrecada mais.

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