Triticultores gaúchos exigem alternativas de comercialização

Agronegócio

Triticultores gaúchos exigem alternativas de comercialização

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O secretário da Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul, Odacir Klein, debateu, nesta quinta-feira (09-12), com produtores de trigo alternativas para a venda da safra. Ele se comprometeu a levar ao governador Germano Rigotto a reivindicação dos triticultores para que solicite à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o credenciamento emergencial e imediato de armazéns de cooperativas para apressar operações de Aquisição e Empréstimo do Governo Federal (AGF e EGF). Hoje, somente silos credenciados pela estatal podem estocar e, em conseqüência, há déficit de espaço para receber o cereal. O objetivo é dar liquidez à comercialização.

Dos 22 pontos da rede da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) espalhados pelo Rio Grande do Sul, não estão completamente lotadas apenas as unidades de Cachoeira do Sul, Júlio de Castilhos, Porto Alegre, Santa Rosa e São Luiz Gonzaga. “Os produtores estão em dificuldade, não negociam internamente porque não conseguem armazenar a colheita nem exportam porque a cotação internacional está baixa”, avalia Klein. Os triticultores, representados pelos presidentes das federações dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Ezídio Pinheiro, e das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto, também reivindicam ao Estado apoio à comercialização da safra de trigo, por intermédio do Banrisul, em operações de EGF.

Em 2004, o preço mínimo da saca de 60 quilos está fixado em R$ 24 pelo governo federal, enquanto o valor de mercado fica próximo a R$ 18 e o custo de produção chega a R$ 29. No ano passado, foram colhidas em território gaúcho 2,2 milhões de toneladas do cereal, equivalentes a 30,9% do total de 6,8 milhões do total do país.

Aproximadamente 2 milhões de toneladas foram obtidas neste ano. O Rio Grande do Sul consome apenas 700 mil toneladas, portanto 1,3 milhão de toneladas serão negociadas por meio de AGF e Prêmio de Escoamento da Produção (PEP).


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