Turismo rural e segurança no campo são debatidos no Agro pelo Brasil
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Turismo rural e segurança no campo são debatidos no Agro pelo Brasil

A segunda edição do projeto Agro pelo Brasil continuou na tarde de sexta (02) com debates sobre turismo rural e segurança no campo
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A segunda edição do projeto Agro pelo Brasil continuou na tarde de sexta (02) com debates sobre turismo rural e segurança no campo, além de atrações culturais e gastronômicas com os quadros Talentos da Nossa Terra e Do Rural à Mesa.

No painel sobre turismo rural, o presidente do Sindicato Rural de Alexânia e 1º vice-presidente administrativo da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Armando Leite Rollemberg Neto, disse que a atividade pode ser uma fonte alternativa de renda para o produtor e deverá crescer ainda mais no período pós-pandemia, puxada pelo turismo regional.

“Hoje, as pessoas procuram um turismo de experiência. Elas querem saber como os alimentos são produzidos, colher uma alface na estufa, tirar leite de uma vaca e ajudar a recolher o gado a cavalo”.

Para o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Borges Amaral, o turismo rural ocupa um espaço importante no segmento voltado à natureza, que é uma tendência mundial. Ele destaca que a atividade gera emprego e renda com investimentos baixos, além de ser uma forma de estimular as pessoas a permanecerem no campo.

A assessora técnica da CNA, Marina Zimmermann, lembrou que as indicações geográficas – que reconhecem características específicas de produtos de determinadas regiões –, também são uma ferramenta de estímulo para o desenvolvimento do turismo rural.

“A curiosidade do consumidor em saber o diferencial de um produto faz ele querer conhecer o local onde é produzido. Um bom exemplo disso é o Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, que foi a primeira região do Brasil a receber indicação geográfica. Hoje, vemos que o turismo rural cresce a cada ano lá”, afirmou Marina.

Segurança no campo – No debate sobre segurança no campo, o coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Frederico, destacou que a Confederação vem realizando diversas ações para discutir e reduzir a criminalidade no campo. Entre elas estão um levantamento realizado junto às secretarias de segurança pública dos estados e painéis para a troca de experiências entre as Polícias Militares estaduais.

“A conclusão do nosso estudo é que as secretarias não diferenciam o que é crime no meio rural do que é crime no meio urbano. Isso dificulta as estatísticas e as ações de inteligência das polícias. Precisamos que isso comece a ser gerado para discriminar o que é furto de gado, de maquinário, de defensivos, etc”, disse.

Ele lembrou que esse engajamento levou a CNA a conquistar um assento no Conselho Nacional de Segurança Pública. Atualmente, a entidade está desenvolvendo um aplicativo para o registro de tratores e equipamentos agrícolas, em conjunto com o Ministério da Agricultura, que vai permitir a denúncia de furtos e uma fiscalização mais precisa por parte das autoridades.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (BA), Moisés Schmidt, contou a experiência realizada pelos produtores do oeste baiano que, há sete anos, fizeram uma parceria com a Polícia Militar do estado. Com a iniciativa, foi possível aumentar o número de policiais e de viaturas para atender a região.

“Aproximadamente 37 mil visitas e abordagens foram feitas nesse período, resultando numa redução de 70% das ocorrências. Também percebemos a necessidade da patrulha aérea e construímos uma base área regional que conta com um helicóptero disponibilizado pelo governo do estado”, declarou.

O 1º vice-presidente Institucional da Faeg, Ailton José Vilela, ressaltou a importância da relação com a Polícia Militar do estado e os sindicatos rurais para facilitar a criação de canais de comunicação de combate aos crimes no campo. Uma dessas ferramentas faz parte de um aplicativo desenvolvido pela Federação, no qual o produtor pode contatar, de forma direta, o patrulhamento rural.

Um dos frutos dessa parceria foi a criação da Patrulha Rural Georreferenciada da Polícia Militar de Goiás. A iniciativa faz o georreferenciamento qualitativo das propriedades, com um cadastro de funcionários, animais e maquinário, o que permite um tempo de resposta mais curto para atender os chamados e dados que contribuem para solucionar os casos.

“Somente no mês de setembro realizamos 12.800 ações policiais, 39 armas de fogo foram apreendidas e cinco quadrilhas de furto e roubo de gado presas”, disse o comandante do Batalhão Rural da PM de Goiás, André Luiz de Carvalho.

A programação cultural da tarde contou com as apresentações do cantor Leonardo Bastos, de Luís Eduardo Magalhães (BA), e da cantora Alessandra Leles, de Alexânia (GO). Na gastronomia o destaque foi o prato “carne de porco na lata”, elaborado pela chef goiana Juslene Sol.

Sábado - O Agro pelo Brasil segue nesse sábado (3) tendo como destaque o painel “Políticas Públicas para o Agro”. O debate contará com a participação do presidente da CNA, João Martins, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), deputado José Mário Schreiner, do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, e do presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas. O moderador será o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

A programação também abordará o tema tecnologias de baixa emissão de carbono e haverá a cerimônia de entrega do Selo Arte para produtores rurais de Goiás.

Acompanhe o Agro pelo Brasil aqui. 


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