Última etapa do curso de capacitação em produtos da sociobiodiversidade

Agronegócio

Última etapa do curso de capacitação em produtos da sociobiodiversidade

Curso treinará técnicos para a operacionalização da atividade
Por:
1435 acessos
Começou, na manhã desta segunda-feira (13-12), a última etapa da capacitação virtual sobre Políticas Públicas de Apoio a Comercialização de Produtos da Sociobiodiversidade. A atividade faz parte do 2º Encontro Presencial que reúne 165 extensionistas, no Hotel Nacional de Brasília, até às 18 horas. O curso tem o objetivo de treinar técnicos para a operacionalização de atividades que visam o fortalecimento das cadeias produtivas dos produtos da sociobiodiversidade. A entrega dos certificados de conclusão do curso será no final desta tarde.

Participaram da mesa de abertura o coordenador geral de Planejamento e Implementação de Projetos da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), José Adelmar Batista, o representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Alan Franco, e da Cooperação Técnica Alemã GTZ, Helmuth Eger.

Batista descreveu o curso como uma experiência exitosa que beneficiará muitos agricultores familiares. “É muito bom viver este momento e ver o sucesso destes três meses de trabalho, perceber o empenho e a disposição de todos os alunos em participar do curso. Adequamos uma ferramenta do Portal da Cidadania do MDA com o objetivo de fazer com que nossas políticas públicas cheguem de forma qualificada lá na ponta. E deu certo”. O coordenador destacou também a atuação dos tutores virtuais que acompanharam as aulas.

O representante do MMA ressaltou a importância do curso “por capacitar técnicos para fomentar e atuar com um novo modelo de desenvolvimento rural sustentável voltado para o manejo correto dos produtos da sociobiodiversidade”.

Para o representante da GTZ no Brasil, Helmuth Eger, a capacitação é uma significativa contribuição para a implementação do plano nacional da sociobiodiversidade por meio do uso sustentável dos recursos naturais. “É preciso saber fazer e acontecer a economia verde e abrir os mercados como o da merenda escolar”, frisou.

O curso, que durou três meses, contou com cinco módulos que abordaram temas como introdução às políticas de comercialização do governo federal; Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Garantia de Preços Mínimos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Experiência Exitosa

O aluno do estado do Ceará, Antônio Maria de Oliveira, deu depoimento sobre o curso, destacando que a capacitação proporcionou a troca de conhecimentos que fortalecerá o apoio a comercialização dos produtos da Sociobiodiversidade, no caso específico do seu estado, o fruto pequi e o coco babaçu. “O curso foi uma oportunidade de aprendermos mais sobre os programas e políticas e como eles se interligam. Agora, eu tenho uma noção mais ampla das cadeias produtivas e dos desafios que precisamos superar para fazer com que essas informações sejam implantadas, na prática, na vida dos agricultores do Ceará”, avaliou.

O agricultor familiar também atua no projeto Nutri Nordeste e trabalha junto ao PNAE fornecendo produtos de 50 organizações da agricultura familiar da região para atender o mercado da capital cearense. “Trabalho com a organização dos produtos que vão para as escolas. Nossa meta agora é incluir no cardápio da merenda escolar os produtos da sociobiodiversidade, como o azeite do babaçu.”

Balanço PNPSB

O coordenador da SAF/MDA apresentou, um balanço do Plano Nacional de Promoção das Cadeias da Sociobiodiversidade (PNPSB) no período 2009-2010. Segundo ele, a dificuldade dos extrativistas acessarem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) diminuiu. Até o lançamento do Plano, em dezembro de 2009, apenas 300 extrativistas tinham acessado a DAP. Hoje, este número saltou para 4.402.

Segundo Batista, nesse universo, os negócios com produtos da Sociobiodiversidade em feiras e eventos, como da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária e a Biofach, de dezembro de 2009 a julho de 2010, foram da ordem de R$ 6,6 milhões.
Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink