Agricultura familiar

Um dia especial para a agricultura familiar de Teresópolis de Goiás

Propriedade o agricultor se dedica especificamente aos orgânicos, produzindo uma variedade de alimentos, entre frutíferas, hortaliças e leguminosas
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Os professores e alunos do mestrado profissional em Tecnologia de Processos Sustentáveis - Instituto Federal de Goiás (IFG - Campus Goiás), pesquisadores e analistas da Embrapa Arroz e Feijão, representante da Prefeitura de Teresópolis de Goiás, além de extensionistas e agricultores da região participaram na tarde da terça-feira, 9 de março/18, do dia especial sobre Agroecologia e Produção Orgânica de Alimentos.

Promovido pela Unidade Local da Emater de Teresópolis de Goiás, o encontro foi conduzido pelo engenheiro agrônomo, Oriçanga de Bastos Júnior, que apresentou toda a programação e percurso na Fazenda Santa Branca, uma propriedade de 30 mil metros quadrados, arrendada pelo agricultor, Neri Tadeu Ferlin.

Na propriedade o agricultor se dedica especificamente aos orgânicos, produzindo uma variedade de alimentos, entre frutíferas, hortaliças e leguminosas. O técnico da Emater, Oriçanga Bastos, acompanha toda a trajetória: “O terreno foi arrendado, faz mais de 10 anos, pelo agricultor que produz, em média, 15t/ha de banana, 12 t/ha de tangerina Ponkan, 10 t/ha de batata doce, 10 t/ha Quiabo, 10 t/ha mandioca, 7 t/ha tomate cereja. Toda a produção é vendida em feiras, mercadinhos e sacolões da região”.

Durante o encontro a pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, Flávia Alcântara, falou sobre a Importância da Produção Agroecológica, destacando conceitos, a ciência e práticas, e os movimentos sociais como alternativas e articulações para o fortalecimento da agricultura familiar e produção de alimentos saudáveis. “Como ciência, a agroecologia abrange diversas alternativas para a agricultura de base agroecológica, que reúne a agricultura orgânica, a biológica e biodinâmica, a agricultura natural; cada uma dessas alternativas seguem os princípios agroecológicos", destacou a pesquisadora. Em cada uma dessas alternativas têm características próprias, ou seja, umas são mais rígidas, outras menos, mas que, no entanto, todas seguem os princípios de produção e alimentação saudável, respeito ao meio ambiente e qualidade de vida. 

Para Glays Matos, analista da transferência de tecnologia da Embrapa Arroz e Feijão, complementou sobre o importante papel de fazer chegar aos seus demandantes a quilo que é gerado pela pesquisa, ou seja, os agricultores e produtores rurais: “e para isso acontecer no campo, a transferência de tecnologia busca trabalhar muito de perto junto aos multiplicadores da extensão rural, como a Emater, as cooperativas, associações e sindicatos rurais, os técnicos rurais, tanto de organizações  públicas como privadas, e, ainda, as escolas agrícolas e as universidades. Essas organizações estão em contato diário com todos esses agricultores, levando o conhecimento e as melhores práticas de produção sustentável e qualidade de vida no campo”.  Com esses atores e multiplicadores mais próximos dos agricultores, eles podem fazer, de forma mais intensa a ligação entre pesquisa, ensino e extensão, atendendo às demandas de que os agricultores precisam.
 

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