Um produtor rural cercado por gigantes
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Agronegócio

Um produtor rural cercado por gigantes

Na capital nacional da soja, Expedição Safra Gazeta do Povo encontra fazendeiro empreendedor, que consegue ampliar patrimônio com renda bruta de R$ 50 mil por ano
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Na capital nacional da soja, Expedição Safra Gazeta do Povo encontra fazendeiro empreendedor, que consegue ampliar patrimônio com renda bruta de R$ 50 mil por ano


Como sobreviver plantando apenas 50 hectares de soja numa região em que mil hectares parecem pouco? A Expedição Safra encontrou Mauri Stefanelo, na região de Sorriso, que mostra como isso é possível. Ele mantém o mesmo pedaço de terra há 25 anos e sua lavoura, tecnicamente, não difere das que crescem em áreas 20 vezes maiores cultivadas nas redondezas. Tem apenas um trator e paga pela execução de serviços como plantio e colheita. Ainda assim, registra renda bruta de aproximadamente R$ 50 mil por ano.


Em duas décadas e meia, não conseguiu ampliar a lavoura, mas comprou duas casas e um terreno em Sorriso, onde mora. Uma das casas lhe rende cerca de R$ 700 de aluguel ao mês. No terreno vago, deve construir um prédio comercial, pensando no futuro. Depois de ter uma caminhonete furtada, circula com uma F-1000 modelo 1994, boa o suficiente para chegar diariamente ao sítio, a 35 quilômetros de Sorriso, em Vera.


Comprar terras na vizinhança para expandir a produção, para ele, é praticamente impossível. As propriedades são imensas. Mesmo que fizesse forte economia, conseguiria pagar só um hectare por ano, ao preço de R$ 20 mil. No entanto, aproveita as circunstâncias para atuar como prestador de serviços. Aos 52 anos, aprendeu a pilotar uma colheitadeira de última geração e pode faturar até R$ 3 mil ao mês no auge da temporada.


Em Sorriso, sem mais tantas áreas disponíveis, os produtores investem em suas propriedades, relata o executivo Francis To­­maselli, gerente da unidade que a cooperativa C. Vale possui no município. Se de um lado a agroindústria se expande lentamente, de outro os agricultores seguem apostando alto. A região tem fartura de chuva, o que eleva os preços das terras à faixa de R$ 20 a 23 mil por hectare, até o dobro do valor pago em municípios mais ao Norte ou no Nor­deste, no Vale do Araguaia. O próprio preço dos imóveis acaba justificando os investimentos, informa o setor.

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