Umuarama (PR) aposta no plantio de algodão orgânico
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Agronegócio

Umuarama (PR) aposta no plantio de algodão orgânico

O algodão orgânico é uma alternativa para os pequenos produtores na região do Arenito
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Recomendado por pesquisas e com mercado já garantido, o algodão orgânico é uma alternativa para os pequenos produtores do Arenito Caiuá. Numa área de 1 hectare é possível colher até 100 arrobas de algodão, que pode ser comercializado antes mesmo de sair do campo. A cultura é uma novidade para a região, os resultados das pesquisas que o apontam como viável economicamente estarão em exposição no 8º Show Tecnológico Arenito Caiuá que será realizado nos dias 7 e 8 de março em Umuarama (PR).

As pesquisas no arenito iniciaram há alguns anos e os primeiros resultados já apontavam a cultura como rentável. Entusiasmados e com esperança de aumentar a renda, um grupo de oito produtores, com o apoio da Coagel, Emater, Iapar e Senar, iniciaram o plantio em Umuarama.

A primeira colheita será este ano, porém a produção foi comercializada ainda durante o período de plantio. Os produtores estimam colher 100 arrobas por hectare, o que renderá a eles R$ 2 mil por hectare.

A lavoura ocupa uma área de 25 hectares, mas a expectativa é aumentá-la este ano. Com um preço 40% superior ao do algodão convencional, o orgânico além de apresentar um custo/produção baixo tem espaço garantido no mercado consumidor. “O algodão colhido por esses produtores será vendido a uma grife francesa, não falta mercado para absorver a produção, quanto mais melhor”, explica o chefe do entreposto da Coagel em Umuarama e engenheiro agrônomo Mauro Carlos Bonacin.

Outra vantagem da cultura é quanto ao não-uso de produtos químicos, principalmente defensivos agrícolas. Para os produtores, além de representar economia também significa mais saúde. “Sempre plantei algodão, mas como os produtos estavam prejudicando minha saúde, parei. Como o orgânico não precisa de venenos, resolvi plantar novamente. Estou animado com a lavoura”, afirma o produtor Laércio de Araújo.


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