Unesp desenvolve acelerômetro da Covid-19
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Imagem: Pixabay
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Unesp desenvolve acelerômetro da Covid-19

Aplicativo monitora a tendência de aceleração ou desaceleração do crescimento da doença
Por: -Eliza Maliszewski

Capaz de diagnosticar o estágio da doença em uma localidade e atualizado diariamente, um aplicativo está sendo chamado de “acelerômetro da COVID-19”. A ferramenta foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araçatuba (SP) e monitora, em tempo real, a tendência de aceleração ou desaceleração do crescimento da doença em mais de 200 países e territórios. A ferramenta está disponível online e de forma gratuita. 

Além de ser uma forma de informação para a população, a ideia é que forneça dados para gestores públicos avaliarem a situação de contágio. Yuri Tani Utsunomiya, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba (FMVA-Unesp) descreve o aplicativo como se fosse um automóvel. “Quando o pedal de aceleração é pressionado, o número de casos começa a crescer rapidamente, assim como um carro acelerado adquirindo velocidade. Nesta segunda fase da epidemia ocorre o crescimento exponencial do número de casos. O que todos os países buscam é cessar essa aceleração e iniciar a frenagem da doença e, vale dizer, são duas operações distintas. A primeira consiste em tirar o pé do pedal de aceleração, para que esta caia a zero. Quando isso ocorre, o pico de incidência é atingido. A segunda operação envolve exercer uma aceleração negativa sobre a doença [pisar no freio] para que sua velocidade de crescimento diminua até zero. Sem velocidade, o automóvel para. E é isso que queremos, que a COVID-19 pare de ser disseminada”, explica.

O acelerômetro da COVID-19 permite ver, em tempo real, se um determinado país está com o pé no acelerador ou no freio – com algum grau de imprecisão nos locais em que há muita subnotificação de casos. 

A má notícia é que, ao analisar a curvas brasileiras atuais, observa-se que nenhum estado conseguiu sair da fase de crescimento exponencial, mesmo com a quarentena. A China, a título de comparação, alcançou a fase de crescimento estacionário com apenas seis semanas de isolamento social bem-feito. Também já conseguiram atingir a etapa de crescimento estacionário Austrália, Nova Zelândia, Áustria e Coreia do Sul. Já Itália, Espanha e Alemanha encontram-se atualmente na fase de desaceleração do crescimento, graças às medidas de confinamento adotadas.

O artigo que descreve o desenvolvimento da ferramenta foi publicado na revista Frontiers in Medicine e pode ser conferido aqui
 


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