Uniduto anuncia alcoolduto na região de Botucatu

Agronegócio

Uniduto anuncia alcoolduto na região de Botucatu

A previsão é que o empreendimento, com 618 quilometros de dutos, terá seu funcionamento já na safra 2011/2012
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Botucatu e Serrana (cidade próxima a Ribeirão) terão os principais terminais do alcoolduto que levará etanol produzido no Mato Grosso e Goiás, além do interior de SP, ao porto de Guarujá para posterior embarque em navios, ao exterior.

A rede de dutos será construída pela Uniduto, uma empresa formada por 10 grandes grupos sucroalcooleiros e integrará mais de 80 usinas dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Entre as empresas associadas da região estão usinas como da Barra/Cosan, Furlan, em Avaré e São Manuel.

A previsão é que o empreendimento, com 618 quilometros de dutos, terá seu funcionamento já na safra 2011/2012, segundo divulgou o presidente da Uniduto, Sérgio Van Klaveren, no jornal A Cidade, de Ribeirão Preto.

O investimento da Uniduto será de R$ 1,64 bilhão. O alcoolduto ligará o terminal portuário de Santos e a cidade de Paulínia, com ramificações para as cidades de Botucatu/Conchas e Ribeirão Preto.

A dutovia terá três centros coletores, sendo um na região de Serrana e dois na região de Botucatu e Anhembi; dois centros de distribuição, sendo um na região de Santa Bárbara D´Oeste e outro na região metropolitana de São Paulo.

A partir dos centros de captação os dutos transportarão boa parte da produção dessas e de outras regiões brasileiras, uma vez que o projeto contempla a integração com outros modais de transporte.

O ramal de Botucatu-Anhembi-Conchas, receberá o alcool produzido no Mato Grosso e na região de Piracicaba. Na lojistica divulgada pela empresa, parte da produção também será transportada pela ferrovia, até a região.

O projeto considera uma dutovia de aproximadamente 550 km dentro do estado de São Paulo com três ramais: da região de Botucatu à região de Paulínia, da região de Serrana à região de Santa Bárbara D´Oeste e da região de Santa Bárbara D´Oeste ao Guarujá, além de um porto "off shore" no Guarujá que permitirá a atracagem de navios de diversos portes.

De acordo com o site da Uniduto serão construidos tanques de armazenamento com capacidade de 400 milhões de litros. No interior de São Paulo, haverá três pontos de coleta de combustível.

O primeiro será em Juquitiba, que possui acesso aos modais rodoviários e ferroviários, devendo receber produto vindo do Mato Grosso do Sul.

O segundo ponto de coleta será em Conchas, que tem acesso à hidrovia Tietê/Paraná, com possibilidade de escoamento de produto do Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e norte de São Paulo.

O terceiro ponto de coleta será em Sertãozinho, que possui acesso aos modais rodoviário e ferroviário.

Questionado sobre uma possível participação da Petrobras no projeto, Diniz mencionou a possibilidade de a estatal aproveitar o projeto, já fechado pelos parceiros privados, para ampliá-lo a outras regiões do País.

Pelo projeto preliminar, [imagem acima], a primeira fase da rede da Uniduto, coletará etanol de Goiás e Mato Grosso e será transportado por trens até Botucatu e Serrana, de onde seguirão por dutos até o porto do Guarujá, com ponto de ramificação entre Santa Bárbara, Anhembi e Conchas, para posterior embarque em navios. A Uniduto prevê o inicio das operações na safra 2011-2012.

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