Uruguai faz simpósio sobre agroquímicos

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Uruguai faz simpósio sobre agroquímicos

Pesquisador mostra avanços obtidos nas lavouras brasileiras após a implantação do Programa IAC-Quepia de Qualidade de EPI
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Encontro une órgão de governo e escola de agronomia daquele país; pesquisador mostra avanços obtidos nas lavouras brasileiras após a implantação do Programa IAC-Quepia de Qualidade de EPI           

Órgão governamental uruguaio, o INIA - Instituto Nacional de Investigación Agropecuária, realiza nesta quinta-feira, 21, o 1º  Simpósio de Buenas Prácticas en Aplicación de Fitossanitarios. Na ocasião, o pesquisador científico brasileiro Hamilton Ramos apresenta, a convite da organização do encontro, a palestra Seguridad del operário Y Calidad de los equipos de protección personal. Ele coordena no Brasil ao programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura.

Criado há 13 anos, por meio de uma parceria entre o setor privado e o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, o Quepia teve peso decisivo para reduzir, no Brasil, a reprovação de vestimentas protetivas submetidas a certificações de qualidade. Esse índice, que era de 80% no ano de 2006, caiu para 20% no ano passado.

Segundo Ramos, o Quepia estuda continuamente as condições operacionais e o grau de exposição do trabalho rural a agroquímicos. O programa, conforme o pesquisador, investiga padrões de qualidade de matérias-primas empregadas na confecção de vestimentas protetivas e concede um selo de qualidade a fabricantes cujos produtos são aprovados em testes específicos.

“Nos valemos de metodologias próprias e de normas internacionais da ISO, para assegurar que a vestimenta entregue ao trabalhador reduza sua exposição a ativos químicos. O Selo Quepia se tornou uma referência nacional”, diz Ramos.

Ramos acrescenta que embora ainda considere elevado o atual patamar de reprovação de vestimentas no País, na casa de 20%, o Brasil produziu um caso de sucesso nessa área, “sobretudo pela dimensão de sua fronteira agrícola na comparação a outros países”. “Hoje, países como Chile, Bélgica, França e Japão têm procurado nossa equipe para trocar informações sobre medidas de proteção ao trabalho rural”, conclui Hamilton Ramos.

De acordo com os organizadores do simpósio, devem participar do encontro mais de 150 pessoas, entre pesquisadores, cientistas, acadêmicos e representantes de órgãos de governo uruguaio da área agrícola.


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