USDA afirma que Ucrânia exportará menos trigo e cevada


Agronegócio

USDA afirma que Ucrânia exportará menos trigo e cevada

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As previsões de exportação de trigo e cevada pela Ucrânia foram reduzidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) depois que o frio afetou o desenvolvimento das lavouras, diminuindo a produção. A Ucrânia, sexta maior exportadora mundial de grãos, poderá embarcar 8,5 milhões de toneladas de trigo no período de um ano que se encerra em 30 de junho, informou o USDA. A última previsão é de 5,6% inferior às 9 milhões de toneladas projetadas em setembro. O governo dos Estados Unidos reduziu as previsões relativamente às exportações de cevada em 7,5%.

A menor produção de grãos da Ucrânia, que concorre com os fornecimentos dos EUA, Canadá e da Austrália nos mercados de exportação da Europa, África do Norte e do Oriente Médio, poderá ajudar a elevar os preços dos grãos. Os contratos futuros de trigo em Chicago despencaram 8,9% nos seis últimos meses, em parte devido a uma maior competição de Rússia e Ucrânia.

"Além das condições climáticas rigorosas, as grandes perdas são também explicadas pelos plantios atrasados e para os grãos de inverno maldesenvolvidos nas regiões sul e sudeste da Ucrânia devido à estiagem do outono de 2002", informou o governo dos Estados Unidos em um relatório preparado por Dmitri Prikhodko na embaixada dos Estados Unidos, em Kiev.

Novo plantio

Cerca de 30% da cevada semeada no inverno não vingou e será preciso plantá-la novamente. As perdas das lavouras de trigo e de centeio de inverno serão de cerca de 10%, comparadas com os 5% a 6% da temporada passada. As projeções para a produção de trigo na Ucrânia foi reduzida em 2,1%, para 20,55 milhões de toneladas. Espera-se que os estoques de grãos caiam para 1,95 milhão de toneladas na safra 2002/03, 40% abaixo dos níveis de igual período imediatamente anterior.

As estimativas são de que as exportações de cevada cheguem a 3,7 milhões de toneladas, inferior aos 4 milhões de toneladas previstas em setembro. A produção cairá para 10,35 milhões de toneladas, inferior às previsões de 10,5 milhões de toneladas.


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