Usda estima safra brasileira de soja em 64,5 milhões de toneladas

Agronegócio

Usda estima safra brasileira de soja em 64,5 milhões de toneladas

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O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) frustrou, de certa forma, as expectativas do mercado, que esperava por uma redução da safra brasileira de soja. Como a entidade manteve inalterada suas projeções, em 64,5 milhões de toneladas para a safra 2004/05, ontem (12-01) a Bolsa de Chicago devolveu parte dos ganhos que vinha registrando desde a semana passada e fechou em queda de 1,75%, com os contratos de março negociados a 533,75 centavos de dólar por bushel (US$ 11,77 por saca).

Apesar de ter sido considerado neutro para o mercado, o Usda promoveu o primeiro ajuste na produção americana desde setembro do ano passado. A entidade fez um pequeno corte de 0,3%, reduzindo de 85,74 milhões para 85,48 milhões de toneladas a produção dos EUA.

Mesmo mantendo inalterados os números de produção do Brasil, o Usda reduziu em 3% as exportações na safra 2003/04, para 19,82 milhões de toneladas. No relatório de dezembro, a entidade projetou que os embarques nacionais seriam de 20,42 milhões de toneladas. "Com a redução das exportações e da estimativa de esmagamento para a safra 2004/05, os estoques irão aumentar em mais de 1 milhão de toneladas no Brasil", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora.

Suco de Laranja:

A Flórida (EUA) irá colher a menor safra nos últimos 13 anos. O Usda mostra que a produção do segundo maior produtor mundial será de 162 milhões de caixas na safra 2004/05. O volume é 4% inferior à estimativa de dezembro e 33% menor que a da safra 2003/04.

A queda na produção foi provocada pelo clima seco que não permitiu o desenvolvimento das frutas, que são as menores desde a safra 2000/01. Como as laranjas estavam muito pequenas, os citricultores decidiram atrasar a colheita para tentar minimizar as perdas, mas o resultado foi uma taxa de queda das frutas por maturação de 18%, a segunda maior desde 1960.

Como era de se esperar, a revisão dos números mexeu com os preços de Nova York. No pregão de ontem, os contratos com vencimento em maio fecharam a 85,90 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 4,37%.

Algodão:

O Usda ampliou o pessimismo que predomina na cotonicultura mundial. A entidade elevou em 1,42% suas estimativas de produção mundial, para 115,64 milhões de fardos de algodão.

A revisão foi motivada pelo aumento da safra do Paquistão, que subiu 15%, e dos Estados Unidos (0,83%), que produzirão, respectivamente, 11,5 milhões e 23,01 milhões de fardos na safra 2004/05. Para o Brasil, o Usda manteve inalterada em 5,85 milhões de fardos sua expectativa de produção.

Milho:

O Usda elevou em 9,68% a produção de milho da Argentina. O relatório de janeiro prevê uma safra de 17 milhões de toneladas, ante as 15,5 milhões previstas em dezembro. "Os produtores nunca tiveram tanto milho disponível para vender como agora", diz Flávia Moura, operadora da Fimat Futures.

A revisão da produção e estoques de milho de alguns países feita pelo Usda fez com que os preços em Chicago recuassem 2,91% no pregão de ontem. Os contratos para maio foram negociados a 208,25 centavos de dólar por bushel (US$ 4,92 por saca).

Trigo:

O Usda elevou em 2,63 milhões de toneladas, para 620,89 milhões a produção mundial de trigo na safra 2004/05. O aumento foi provocado pela revisão da safra argentina, que passou de 15 milhões para 16 milhões de toneladas, aumento de 6,67%. Além disso, a safra dos 25 países da União Européia foi revista de 135,29 milhões para 136,73 milhões de toneladas, o que fez os estoques finais do mundo subirem para 145,29 milhões de toneladas.


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