Agronegócio

USDA ignora quebra da safra de trigo chinesa

O USDA prevê safra mundial maior devido ao aumento na Rússia e na Ucrânia
Por: -Juan Velásquez
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O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ignorou a quebra na safra 2006/07 que as lavoura de trigo chinesas podem sofrer e manteve a previsão de produção daquele país em 103 milhões de toneladas. Analistas de mercado esperavam que a redução de até 10 milhões de toneladas da colheita chinesa, prevista por consultorias, se refletisse na safra mundial e trouxesse nova escalada de preços do grão, cujas cotações são as mais altas em 10 anos.

Ao contrário, o USDA trouxe uma previsão de safra mundial de trigo de 586,81 milhões de toneladas, pouco maior do que os 585,14 milhões de toneladas do relatório de outubro, devido à maior produção na Rússia (alta de 4,6%) e na Ucrânia (incremento de 5,6%). Diante deste números, os preços do grão tiveram queda de 3,2% na Bolsa de Chicago, fechando a 508,50 centavos de dólar por bushel.

"Tenho a impressão de que a instituição preferiu esperar mais um mês para incluir em seus cálculos a quebra na safra chinesa. Com isso, o relatório não trouxe grandes novidades", disse o analista da Safras & Mercado Élcio Bento.

"O mercado futuro, que já vinha precificando para cima as cotações devido à quebra na safra da China, acabou caindo", explicou Bento.

No caso da soja, o relatório do Usda apenas reafirmou uma safra recorde tanto no mundo quanto nos Estados Unidos. A previsão é que a produção mundial suba pouco menos de 1%, para 224,970 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, a alta é de 0,5%, para 87,2 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa é de 56 milhões de toneladas, 1,8% que a safra passada, número superior aos previstos pelo governo brasileiro. "O relatório foi morno, como costuma acontecer nos meses de novembro e dezembro", disse o analista da Tetras Consultoria Renato Sayeg.

Para o milho o USDA trouxe uma queda menor do que a esperada pelo mercado. A produção passou de 689,14 milhões de toneladas, em outubro, para 685,7 milhões de toneladas no documento divulgado ontem.

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