Usinas concedem reajuste de 6,5% aos trabalhadores rurais de AL

Agronegócio

Usinas concedem reajuste de 6,5% aos trabalhadores rurais de AL

Com o reajuste retroativo a 1º de novembro, o piso sobe dos atuais R$ 523 para R$ 557
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Com um reajuste de 6,5% concedido pelas usinas alagoanas em cima do piso salarial e da tabela do corte da cana, os trabalhadores rurais do setor canavieiro mantêm o maior salário da categoria na região Nordeste. Com o reajuste retroativo a 1º de novembro, o piso sobe dos atuais R$ 523 para R$ 557.

O acordo também amplia o piso garantia da categoria que passa de R$ 13 para R$ 15. O gatilho é disparado caso o novo salário mínimo nacional divulgado em janeiro de 2011 pelo governo federal seja maior ou igual ao piso dos trabalhadores rurais alagoanos. Hoje, o salário mínimo nacional praticado no Brasil é de R$ 510.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, destacou a importância do reajuste dado aos trabalhadores rurais. “O setor, apesar das dificuldades financeiras existentes, concede este reajuste acima da inflação e preserva todas as conquistas sociais e os direitos os trabalhadores”, destacou.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas, Álvaro Almeida, o setor canavieiro do Estado virou um exemplo nacional. “Pelo excelente nível de diálogo permanente entre a classe patronal e os trabalhadores, Alagoas se tornou um exemplo para o Brasil. A Faeal participou das reuniões que buscaram sempre o melhor acordo dentro da possibilidade dos produtores e das indústrias”, acrescentou.

O presidente da Fetag/AL, Genivaldo Oliveira, acredita que as conquistas neste acordo foram positivas. “Fiizemos o possível para atender as expectativas dos trabalhadores e melhorar as suas condições de trabalho, seja em termos econômicos ou sociais. Entre os Estados do Nordeste, podemos afirmar que Alagoas foi o que mais obteve conquistas, especialmente na questão salarial, e no âmbito do Brasil, só perde para Goiás”, emendou.
As comissões, que negociaram o reajuste, tiveram como coordenadores o conselheiro do Sindaçúcar-AL, industrial Alexandre Oiticica, e o representante dos trabalhadores, o secretário de Assalariados da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag/AL), Antonio Torres.

Apesar de várias reuniões terem sido necessárias para fechar o acordo, as demais cláusulas da convenção coletiva foram mantidas.

“A única mudança no acordo firmado no ano passado foi no item referente ao reajuste do piso salarial e da tabela do corte da cana. Conquistamos 1,5% de reajuste acima da inflação, além de mais R$ 2,00 no piso garantia. Continuamos tendo o maior piso salarial do Nordeste”, comemorou Antonio Torres.

Em assembleias gerais, os trabalhadores rurais lançaram uma proposta inicial para as usinas defendendo um reajuste no piso salarial de 20%. Com o início das rodadas de negociações, que perduraram por quase 30 dias, uma contraproposta foi lançada pela classe patronal com a oferta de 5,5%. Todas as reuniões foram realizadas na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas.

Com as negociações encerradas, a homologação do acordo deverá ser concretizada nos próximos 15 dias. O documento será assinado pelos presidentes dos sindicatos rurais da zona canavieira e pelos presidentes do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira; da Faeal, Álvaro Almeida, e da Fetag/AL, Genivaldo Oliveira.

Outros Estados

Veja a seguir o valor do piso salarial dos trabalhadores rurais nos Estados canavieiros nordestinos mais gatilho aplicado a partir de janeiro do próximo ano.

ESTADO PISO SALARIAL GATILHO

Alagoas R$ 557 R$ 15

Sergipe R$ 555 R$ 15

Pernambuco R$ 547 R$ 12

Rio Grande do Norte R$ 531 R$ 10

Paraíba R$ 528 R$ 8

As informações são de assessoria de imprensa.

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