Usinas do Mato Grosso do Sul aprovam uso de fontes orgânicas em adubação

Agronegócio

Usinas do Mato Grosso do Sul aprovam uso de fontes orgânicas em adubação

O uso dos subprodutos ou os ditos resíduos da agroindústria sucroalcooleira, como a torta, vinhaça, bagaço e outros subprodutos, além de contribuir com a nutrição da planta, garante a sustentabilidade do procedimento
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Representantes da área agrícola de usinas do Mato Grosso do Sul aprovam a utilização de fontes minerais e orgânicas para a otimização da correção e adubação na cana-de-açúcar. O uso dos subprodutos ou os ditos resíduos da agroindústria sucroalcooleira, como a torta, vinhaça, bagaço e outros subprodutos, além de contribuir com a nutrição da planta, garante a sustentabilidade do procedimento.

Segundo Antônio Higino Frederico Ferreira, supervisor de tratos culturais da Safi Brasil Energia, de Nova Alvorada do Sul, sua unidade tem diversos projetos em relação a essa forma de atuação junto ao manejo do solo. “Atualmente temos utilizado apenas a vinhaça como fonte de potássio, e temos projeto para utilizar também os compostos, como a torta e a cinza, para retornar esses compostos para a lavoura via substituição da adubação mineral”, destaca.

Ronan de Aquino Milhomem, supervisor agrícola da ETH – Unidade Eldorado, de Rio Brilhante, também aprova o procedimento. “Já estamos colocando em prática na unidade, estamos atuando bastante nessa linhagem e buscando a cada dia mais ir aprimorando”, comenta Milhomem.

O professor e engenheiro agrônomo, Pedro Henrique de Cerqueira Luz, destaca ainda o caráter sustentável das técnicas. “O setor sucroalcooleiro tem essa possibilidade de fazer uma boa reciclagem dos seus nutrientes através de seus resíduos ou subprodutos, e com isso conferir um bom caráter de sustentabilidade para a produção da cana-de-açúcar respeitando as questões ambientais”, ressalta.

Unidades em desenvolvimento também se mostram interessadas na adubação e correção com fonte orgânicas, é o caso da DCOIL, de Iguatemi. Segundo o técnico agrícola da unidade, Cezar Luiz de Oliveira, a técnica faz parte dos projetos da usina. “Somos uma unidade que está no terceiro ano de moagem, em função disso ainda iremos projetar ações a serem implantadas no futuro, como a prática de fazer a compostagem, planejar uma equipe para poder aplicar estas técnicas todas na parte de correção, de adubação do solo, de manejo da cana”, finaliza.

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