Vaca louca pode estar em outros órgãos

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Vaca louca pode estar em outros órgãos

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Proteínas infecciosas ligadas ao mal da vaca louca e a uma doença que se desenvolve no cérebro humano podem deslocar-se além de tecidos proibidos para uso em alimentos humanos, segundo um estudo realizado com camundongos que pode sugerir a necessidade de restrições ainda maiores.

As proteínas anormais, chamadas príons, conseguiram crescer no fígado, rins e pâncreas de camundongos quando os órgãos ficaram inflamados devido a outros problemas, disse Adriano Aguzzi, patologista do Hospital Universitário de Zurique na Suíça, que dirigiu o estudo. Anteriormente, os príons haviam sido vistos apenas no sistema nervoso e no sistema linfóide, como o cérebro e o baço do gado ovino e bovino.

A regulamentação referente aos alimentos nos Estados Unidos exige que estes tecidos sejam retirados dos animais durante o abate e não sejam incluídos nos alimentos destinados ao homem. O estudo sobre camundongos sugere que as autoridades reguladoras de alimentos e saúde deveriam pesquisar outras partes de animais em áreas que se sabe que a doença da vaca louca costuma infectar.

Outros órgãos

"Vale a pena investigar com mais detalhes", disse o patologista.. "Queremos garantir que os órgãos inflamados não entrem na cadeia alimentar humana em áreas onde há o mal da vaca louca", argumenta o cientista.

Pesquisas anteriores indicam que os príons transmitem a doença da vaca louca quando o gado come tecidos moídos de animais contaminados. Foi proibido o emprego da maioria das proteínas de mamíferos em rações animais.

Os resultados do estudo são preliminares, disse Ed Lloyd, um porta-voz do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos, em Washington. "Não sabemos que adaptabilidade este estudo teria para doenças bovinas", concluiu. Segundo o porta-voz, todos os dados científicos sobre o mal da vaca louca nas duas últimas décadas indicaram que os tecidos do sistema nervoso central abrigam príons e não cortes de músculos ou outros órgãos.

Condições específicas

Os príons cresceram nos órgãos adicionais somente quando continham células imunes que produziam uma substância inflamatória chamada linfotoxina. Os príons desapareceram do fígado e de outros órgãos depois que a inflação cedeu e a linfotoxina deixou de estar presente, disse o estudo.

"Parece uma infecção temporária, passageira", comentou William Hueston, diretor do Centro de Segurança Animal e dos Alimentos da Universidade de Minnesota em St. Paul, em entrevista por telefone. "Não acredito que tenha uma implicação importante", para a segurança dos alimentos".

O estudo poderá ajudar os pesquisadores e as autoridades da área de medicina a compreender como a doença da vaca louca se espalha e infecta o cérebro do gado e do ser humano, disse Aguzzi. "A linfotoxina ou alguma substância semelhante pode ser imprescindível para os príons se desenvolverem em qualquer tecido" disse.


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