Vacinação atinge 99,7% do rebanho estadual em maio

Agronegócio

Vacinação atinge 99,7% do rebanho estadual em maio

Primeira etapa registrou imunização de mais de 10,65 milhões de cabeças
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O índice de vacinação contra da primeira etapa de combate à febre aftosa, em Mato Grosso, no mês de maio, atingiu 99,72%, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto de Defesa Agropecuaria do Estado (Indea). O resultado, em termos percentuais, é idêntico ao obtido na etapa de maio de 2008, mas o número de animais vacinados este ano foi maior: 10,65 milhões, contra 10,06 no ano passado, para um rebanho de 10,68 milhões em 2009 e de 10,09 milhões em 2008. O foco desta etapa obrigatória foram bovinos e bubalinos de zero a 24 meses.

A região que registrou o maior índice de cobertura vacinal foi a Grande Cáceres, com 99,99% dos animais imunizados em maio, 846,03 mil cabeças (rebanho de 869,07 mil). Na etapa de maio de 2008, foram vacinados 815,73 mil animais, para um rebanho de 821,73 mil bovinos.

A segunda região com o melhor desempenho em Mato Grosso, foi Matupá (99,95%), com 1,10 milhão de cabeças vacinadas, seguida de Sinop (99,92%), Alta Floresta (99,83%), Barra do Garças (9,78%), Lucas do Rio Verde (99,70%), São Félix do Araguaia e Pontes e Lacerda (99,64%), Rondonópolis (99,60%), Barra do Bugres (99,55%), Cuiabá (99,50%) e, Juína, 99,46%. (Veja quadro ao lado)

Segundo o presidente do Indea, Décio Coutinho, o índice mínimo preconizado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) é de 98% de cobertura para os países com reconhecimento de área livre de vacinação. Desde 2005, na etapa de vacinação de maio, Mato Grosso vem apresentando índices superior a 99%.

“Isso mostra que as nossas estratégias estão dando certo. Fico satisfeito com o resultado obtido nesta primeira etapa”, avalia Coutinho, que atribui ao setor privado o mérito pelo sucesso da campanha. “Foi o resultado do conjunto de ações do setor privado, apoiado pelo Fefa (Fundo Emergencial da Febre Aftosa), e das ações implementadas pelos órgãos envolvidos diretamente na vacinação”, como Indea e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para Coutinho, o avanço do status de Mato Grosso perante a comunidade internacional – como Estado livre de febre aftosa sem vacinação – só vai ocorrer se as ações tiverem continuidade. “Não podemos nos acomodar agora que estamos alcançando os melhores índices. Temos que pensar em avançar cada vez mais até que tenhamos, dentro do programa nacional, uma mudança de estragégia”, como a não obrigatoriedade da vacinação. “Mas isso vai demandar ainda algum tempo e não depende só de nós”.

A meta para o próximo ano, revelou, é tornar todo o território nacional livre de febre aftosa com vacinação, status que é concedido pela OIE aos países que possuem controle sanitário do seu rebanho, como é o caso de Mato Grosso.

Coutinho defende que este trabalho seja estendido a outros estados, como Amazonas e Amapá. “Vamos reforçar os trabalhos nesses estados e acelerar o processo para alcançarmos a condição exigida pelo OIE”, disse ele.

Segundo Coutinho, a febre aftosa não está controlada no continente sul-americano e carece de uma forte atuação dos órgãos responsáveis pelo controle sanitário.

“Precisamos atacar a situação de frente, inclusive ajudando a Bolívia e o Paraguai nos seus programas de combate à aftosa”.

Ele informou que 63 focos de aftosa foram detectados na Venezuela, na fronteira com Roraima e Guiana. “O nosso grande desafio, portanto, será continuar este trabalho de erradicação da aftosa, doença de maior prejuízo econômico em nível mundial”.


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