Vacinação contra aftosa fica perto de 100% em estados produtores de carne

Agronegócio

Vacinação contra aftosa fica perto de 100% em estados produtores de carne

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A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro) informou nesta terça-feira (04-01) que a vacinação contra a febre aftosa chegou a 99,23% dos 20,587 milhões de bovinos do estado. A terceira e última fase da campanha contra a doença foi realizada em novembro.

Segundo o gestor de Defesa Sanitária Animal do Iagro, Afonso Dutra de Oliveira, o índice vacinal foi considerado “excelente”, já que o percentual deve aumentar ainda mais com os ajustes nas informações. “Alguns escritórios ainda não nos passaram os relatórios finais. Outros vieram incompletos. A correção dessas informações deve ser apontada na tabulação oficial, com os dados das regiões do Planalto e do Pantanal”, diz.

A região de Naviraí registrou o maior índice de vacinação. Foram imunizados 99,88% dos 1,068 milhão de bovinos. Fazem parte da região os municípios de Naviraí, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti e Mundo Novo. O ranking do Iagro aponta a região de Paranaíba, composta por outros cinco municípios, como a segunda melhor cobertura, com índice de 99,83% dos 2,174 milhões de animais. Em terceiro, ficou a região de Nova Andradina, de mais sete municípios. Lá, 99,81% dos 1,716 milhão de bovinos foram imunizados. Afonso Dutra diz que as 158 mil cabeças que não tiveram a vacinação comunicada ao Iagro durante a campanha passarão pelo processo de vacinação acompanhada por veterinários do órgão. “Além de pagar uma multa de R$ 52,50 por cabeça, o produtor deverá submeter o rebanho à vacinação acompanhada por um fiscal nosso”, afirma. Para isso, segundo Dutra, o pecuarista deve pedir uma autorização de compra de vacina ao escritório local do Iagro.

Na região do Pantanal, composta por sete municípios, onde o prazo para declaração foi finalizado no último dia 30, os números deverão ser apresentados na próxima semana. Em fevereiro, os pecuaristas da região do Planalto devem começar a vacinar o rebanho com idade até 12 meses. A segunda e terceira fases serão nos meses de maio e novembro.

A Secretaria de Agricultura do Paraná também divulgou os dados finais da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Segundo o coordenador do Programa de Febre Aftosa no estado, Walter de Carvalho, 98,57% dos bois e búfalos foram imunizados contra a doença. O Paraná tem um rebanho de 10,3 milhões de animais, entre bovinos e bubalinos. Desde 2000, o estado pertence à zona livre de aftosa com vacinação.

A segunda etapa de imunização ocorreu em novembro e, segundo Walter de Carvalho, os pecuaristas têm consciência da necessidade da vacinação. “A participação do pecuarista tem sido excelente, confirmando a manutenção desses bons índices”, diz. “O Paraná tem obtido sucesso e os pecuaristas sabem que é preciso vacinar para manter esses índices elevados”.

Carvalho avisa que os pecuaristas que deixaram de comunicar a vacinação dos animais à secretaria durante o período da campanha serão punidos. A multa chega a R$ 69 por cabeça. Segundo ele, a fiscalização está em campo para buscar os pecuaristas que não comprovaram a vacinação.

O balanço preliminar da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) sobre a campanha de vacinação contra a febre aftosa em Goiás informa que, até meados de dezembro, foram imunizados 91,22% do rebanho de 20 milhões de cabeças. Na primeira etapa de vacinação, em maio, o índice do estado chegou a 97,37%. O gerente de sanidade animal da Agrodefesa, William Vilela, diz que os pecuaristas participaram bastante da campanha. “Essa participação foi mais efetiva, já que os nossos dados preliminares da campanha de 2003 eram inferiores aos resultados de 2004”, diz. Vilela informa que o resultado final da campanha deve sair até a próxima sexta-feira (07/01). A Agrodefesa espera superar o índice da primeira etapa e atingir 100% do rebanho.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária do estado de São Paulo informa que a campanha de vacinação contra a febre aftosa de novembro teve um índice de cobertura vacinal de 99,35% do rebanho. Pelo nono ano consecutivo, o estado não registrou focos da doença. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Duarte Nogueira, o próximo passo é buscar o rebanho de 90 mil cabeças que não tiveram a vacinação informada pelos pecuaristas. “O nosso rebanho está em torno de 14 milhões de cabeças. E esses 90 mil serão compulsoriamente vacinados”, afirma. Segundo ele, o pecuarista que não comprovar a vacinação será autuado.

Nogueira diz que os rebanhos das principais áreas da pecuária paulista apresentaram 100% de vacinação. “As regiões tradicionais como Presidente Prudente, Araçatuba e Andradina, tiveram índices de cobertura vacinal de 100%. E são, de fato, onde nós temos os maiores rebanhos”. São Paulo detém o quinto maior rebanho bovino do país e, em 2003, cerca de 70% das exportações de carne bovina partiram de lá.

A partir de 1º de fevereiro, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) inicia a campanha de vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos até 12 meses. Nessa etapa, apenas a região do Baixo Pantanal não será incluída.

O presidente do Indea, Décio Coutinho, afirma que o objetivo é imunizar 100% do rebanho de 5 milhões de cabeças nessa faixa etária. O estado tem um total de 24,6 milhões de cabeças. O Indea divulgará as ações de vacinação nos comitês municipais de erradicação da febre aftosa, comitês de sanidade animal e vegetal, conselhos municipais de desenvolvimento rural, sindicatos rurais, revendas de produtos agropecuários, frigoríficos e empresas leiloeiras por meio de reuniões, folhetos e cartazes informativos.

O Indea também fará um levantamento das propriedades e do número exato de bovinos e bubalinos a serem vacinados. O pecuarista que não comunicou a vacinação na etapa de novembro será fiscalizado. Nas micro-regiões de pequenos e mini produtores, assentamentos da reforma agrária, reservas indígenas e fazendas localizadas num raio de cinco quilômetros de recintos de leilões e exposições, ou em áreas limítrofes com Pará e Bolívia, terão uma fiscalização especial. “A comunicação da primeira etapa de vacinação deve ser feita até o dia 10 de março em qualquer unidade do Indea”, diz Coutinho. De 11 a 26 de março, equipes do Indea visitarão todas as propriedades inadimplentes para notificar proprietários e arrendatários.

Segundo Décio Coutinho, durante a etapa de vacinação, todos os bovinos e bubalinos de cria, engorda, reprodução, exposições, leilões e outras aglomerações serão obrigatoriamente vacinados contra a aftosa.


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