Agronegócio

Vacinação contra aftosa no RS não preocupa SC

Imunização no RS cria cortina de proteção
Por: -Darci Debona
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A nova etapa de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul não traz mudanças significativas para o rebanho catarinense.

Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, o ideal seria que o estado do RS buscasse também o status de zona livre de aftosa sem vacinação, como Santa Catarina tem reconhecido internamente pelo Ministério da Agricultura e busca internacionalmente junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Souza entende que o estado vizinho está priorizando a manutenção dos mercados já existentes, como a venda para a Rússia. Souza explicou que, mesmo Santa Catarina não vendendo para os russos, a decisão de não vacinar faz parte de uma política que pretende alcançar algo maior, como os mercados da União Européia e Japão.

SC está em busca de mercados mais lucrativos

Apesar da importância da Rússia para as exportações do Brasil, o presidente da ACCS disse que os mercados pretendidos por Santa Catarina remuneram melhor e sofrem com menos instabilidade.

A vantagem da vacinação no Rio Grande do Sul é que cria uma cortina de proteção em relação ao vírus. O presidente da Federação da Agricultura do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, disse que a decisão gaúcha decorre da ocorrência de focos da doença em anos anteriores e da pressão dos produtores. "As regiões que produzem material genético de alta qualidade geralmente demonstram tendência pela vacinação".

Segundo o dirigente da Faesc, a vacinação no estado vizinho aumenta a responsabilidade catarinense em proteger seu rebanho. Ele apontou a necessidade de manter atenção especial nas divisas e fronteiras do Estado, para evitar a entrada de animais vivos que possam trazer a doença para o solo catarinense.

Pedrozo considera que SC tem que proteger seu status sanitário atual e apostar no reconhecimento internacional, que pode ocorrer em maio, na reunião anual da OIE.

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