Vazio Sanitário atrasa ferrugem em Primavera do Leste (MT)

Agronegócio

Vazio Sanitário atrasa ferrugem em Primavera do Leste (MT)

A região no MT já foi conhecida como a capital da ferrugem asiática da soja
Por: -Redação
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Agricultores e técnicos de Primavera do Leste estão otimistas com os bons resultados da implantação do vazio sanitário no estado de Mato Grosso. A região, que já foi conhecida como a capital da Ferrugem Asiática da soja, conseguiu retardar em mais de 15 dias o início da ocorrência da doença. A constatação foi feita por um grupo de técnicos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Comissão de Defesa Vegetal, Aprosoja, Indea, Coodetec e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Primavera do Leste. “No ano passado, encontramos lavouras que, com apenas 18 dias, já haviam sofrido aplicação contra a ferrugem. Nesta safra, as lavouras plantadas mais cedo já estão com 63 dias e uma única aplicação, realizada de forma preventiva, no florescimento. Este é o primeiro ganho do vazio: os agricultores já economizaram uma aplicação”, destaca Wanderlei Dias Guerras, coordenador da Comissão de Defesa Vegetal de Mato Grosso. Os resultados são animadores para uma medida que enfrentou a resistência dos próprios agricultores no início de sua aplicação, em junho deste ano. Na safra passada, na região de Primavera do Leste, o número de aplicações contra a ferrugem variou de 4 a 5 ao longo da safra, na maioria das propriedades. Este ano, o único foco confirmado pelo Sistema de Alerta/Consórcio Antiferrugem no município foi localizado em uma planta voluntária que não oferecia perigo de disseminação, pois os esporos já estavam inviáveis. Dias Guerra estima que, como a pressão da doença será menor este ano, as lavouras devem ser colhidas com a média de 2 a 2,5 aplicações, representando uma economia ainda maior. “O clima está propício ao aparecimento da ferrugem, mas este ano teremos uma situação diferente. Esperamos as ocorrências nos próximos dias, porém as lavouras não deverão ser fortemente afetadas, uma vez que as lavouras mais velhas que seriam as possíveis fontes de inóculo, estão protegidas”. Pelos cálculos do técnico, com o custo médio de US$ 20 por aplicação de fungicida contra a ferrugem, a região que tem 240 mil hectares de soja, dos quais mais de 80% com pelo menos 30 dias, estaria economizando cerca de US$ 4 milhões com a redução de uma operação de controle de ferrugem. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Soja.
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