Vazio sanitário da soja começa nesta quarta (15) no Paraná

Agronegócio

Vazio sanitário da soja começa nesta quarta (15) no Paraná

Até 15 de setembro os produtores rurais ficam proibidos de semear a oleaginosa com o objetivo de combater a ferrugem asiática
Por:
2522 acessos

A partir desta quarta-feira (15) os produtores rurais do Paraná e mais quatro estados (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Roraima) iniciam o vazio sanitário da soja, período de 90 dias no qual fica totalmente proibido o cultivo da oleaginosa. A medida tem como principal objetivo controlar o fungo causador da ferrugem asiática e se estende até 15 de setembro.

Uma das principais pragas que atacam as lavouras de soja, a ferrugem pode causar danos severos em áreas onde não é feito o devido controle. Em alguns casos, as perdas de produtividade chegam a ser superior a 70%. Além da proibição do cultivo, os produtores também devem eliminar todas as plantas voluntárias que germinam na lavoura a partir de grãos perdidos na colheita e podem se tornar grandes hospedeiras da doença.

Caso constatada a presença de plantas vivas de soja em propriedades, às margens de rodovias e ferrovias, estradas municipais, estaduais e federais, o responsável será autuado, podendo sofrer as sanções previstas em legislação. A multa pode variar de R$ 8.565 a R$ 15.413. A autuação confere ao responsável 15 dias para apresentar defesa e eliminar as plantas, o que pode se tornar uma atenuante. De acordo com a engenheira agrônoma e fiscal de Defesa Agropecuária da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Marlene Soranso, o valor da multa pode ser maior dependendo dos atenuantes e agravantes. “O produtor sabe que precisa fazer a lição de casa para evitar prejuízo no bolso e no campo”, afirma.

O engenheiro agrônomo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fernando Aggio, destaca que a soja é o principal hospedeira da ferrugem asiática. “Eliminando o hospedeiro por esse período, o fungo da doença se reproduz menos e no verão a pressão é menor nas lavouras”. A doença gera a desfolha precoce da planta que prejudica a formação e o enchimento dos grãos, consequentemente a redução acentuada de produtividade.

O controle da doença também significa redução de gastos para os produtores que diminuem o número de aplicações de fungicida nas lavouras de soja semeadas na safra após o vazio sanitário. “E isso impacta diretamente no custo de produção, ainda mais em uma época de margens apertadas”, reforça Aggio. Durante o período proibitivo o produtor pode optar por alguma cultura de inverno. Segundo Marlene, a pressão da ferrugem é menor com a adoção do período proibitivo. “Não é que a ferrugem não vai aparecer. Ela vai, mas mais tarde, ajudando a reduzir o número de aplicações”, explica.

Encerrado o vazio sanitário em 15 de setembro, o plantio da soja está autorizado até dia 31 de dezembro, conforme o zoneamento agrícola estadual. Neste período, o produtor precisa monitorar a cultura a partir da emergência das plantas e intensificar na floração. A atenção também tem que ser redobrada em locais com maior acúmulo de umidade.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o Paraná produziu 16,747 milhões de toneladas de soja em uma área de 5,247 milhões de hectares. 

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink