Vendas de defensivo agrícola no Brasil devem cair em 2009

Agronegócio

Vendas de defensivo agrícola no Brasil devem cair em 2009

No ano passado, quando o mercado brasileiro de agroquímicos atingiu a liderança mundial em faturamento, superando os Estados Unidos
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As vendas de defensivos agrícolas no Brasil devem cair neste ano, na comparação com o recorde de 2008, com os agricultores tentando reduzir custos e também por uma diminuição acentuada na área plantada com algodão, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).

"Acho que o mercado no Brasil vai voltar para a faixa dos US$ 6 bilhões", opinou o gerente de Informação do Sindag, Ivan Amancio Sampaio, ressaltando que a entidade, que congrega várias multinacionais do setor, não faz projeções.

No ano passado, quando o mercado brasileiro de agroquímicos atingiu a liderança mundial em faturamento, superando os Estados Unidos, as empresas no Brasil venderam um total de US$ 7,12 bilhões, ante US$ 5,37 bilhões no período anterior, de acordo com o Sindag.

"A perspectiva é o mercado cair este ano, com uma área menor de algodão, cultura que demanda muito inseticida", acrescentou, ponderando que, por causa do câmbio, as vendas não cairiam tanto em reais.

Ele assinalou ainda que os tratos culturais da cana em 2009, assim como para os grãos, não prometem gerar grandes resultados para o setor, como em anos anteriores, com muitos agricultores tentando reduzir os custos pela crise de crédito.

Em 2008, o recorde de faturamento das companhias de defensivos se deu em meio aos bons investimentos na cultura da soja, que responde por aproximadamente 45% das vendas do setor, especialmente pelas aplicações para o combate da ferrugem, uma doença fúngica.

Menos contrabando
Os investimentos no milho pelos brasileiros também têm ajudado a sustentar os ganhos das empresas, assim como uma campanha para reduzir o uso de defensivos cotrabandeados.

Há alguns anos, os defensivos ilegais, trazidos do Paraguai ou Uruguai, representavam quase 10% do total comercializado no Brasil. Mas com uma fiscalização mais agressiva o setor tem conseguido diminuir gradativamente a utilização do produto ilegal.

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