Veterinários brasileiros conhecem sistema de registro animal da Bélgica
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Agronegócio

Veterinários brasileiros conhecem sistema de registro animal da Bélgica

A missão, que também visitou a Irlanda, teve como objetivo promover a troca de experiências na área de sanidade animal
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A delegação brasileira que esteve na Europa na última semana, formada por veterinários da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e da Delegacia Regional do Ministério da Agricultura, conheceu, em Bruxelas, o sistema de identificação e registro de animais adotado na Bélgica, considerado um dos melhores da União Européia.


A delegação brasileira foi composta pela coordenadora técnica da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé, pelo coordenador do Serviço de Doenças Vesiculares da Secretaria da Agricultura, Fernando Groff e pelo representante do Departamento de Defesa Agropecuária, André Mendes Ribeiro Correa, bem como pelo representante do Ministério da Agricultura, Roberto Schroeder. O grupo contou com o apoio do adido agrícola da Embaixada Brasileira em Bruxelas, Odilson Silva.

A missão, que também visitou a Irlanda, teve como objetivo promover a troca de experiências na área de sanidade animal. O grupo já participou de reuniões com membros do Serviço Veterinário Oficial da União Européia, em Dublin e em Bruxelas, segmento do Departamento Geral de Saúde e Consumidor (Sanco).


Nos dois últimos dias (16 e 17), foram recebidos pela Agencia Federal de Segurança da Cadeia Alimentar do governo da Bélgica. No encontro foi apresentado o sistema de identificação e registro animal de bovinos adotado naquele País, considerado um dos melhores da União Européia, implantando a um custo de dois milhões de euros.

O responsável pela integração de Business Information, Jean-Marie Robijns, mostrou como funciona a base de dados belga que faz interface do cadastro das propriedades rurais com a identificação animal, programas sanitários, dados relacionados ao abate, exames laboratoriais, movimentação animal e importação. O sistema prove a comunicação com o sistema TRACES da União Européia e, de forma simples e funcional, pode ser acessado e alimentado com as informações relevantes por todos os envolvidos da cadeia produtiva.


Portanto, produtores, frigoríficos, veterinários privados, associações de raça e veterinários oficiais acessam em diferentes níveis de permissão e contribuem em rede para o abastecimento do sistema com capilaridade.

"Todos os processos que envolvem programas sanitários e segurança alimentar, prioridade máxima na União Européia, partem de uma analise de risco e para isso é fundamental o acesso às informações e a capacidade de fluxo das mesmas conferidas por um sistema integrado" segundo Robijns.

Para a melhoria do sistema informatizado de defesa sanitária do Rio Grande do Sul (SDA), bem como da harmonização do mesmo com a plataforma de gestão agropecuária (PGA), do Ministério da Agricultura, foi proposta uma cooperação técnica com a agência federal do governo belga. “Com a experiência e eficiência operacional desta base de dados, poderemos implementar, de forma ágil, a nossa integração com a base de dados única nacional”, destacou a Coordenadora da Câmara Setorial da Carne.


"Por indicação do adido em Bruxelas, Odilson Silva, encaminharemos solicitação ao secretário de Relações Internacionais, Célio Porto, para formalizar este termo de cooperação com o governo belga", acrescentou Anna Suñé.

No período da tarde de quinta-feira, a agenda foi cumprida no serviço de saúde animal da região de Flandres, que demonstrou na prática a inserção de informações de nascimentos de animais, movimentação e impressão de passaportes. O roteiro foi concluído com visita a uma propriedade rural de engorda e terminação, com um rebanho de 400 animais, onde foi realizada a inspeção de animais e demonstração prática, em tempo real, realizada pelo produtor, na comunicação de nascimentos ao sistema, movimentação de amimais e acompanhamento de informações relativas a animais abatidos no dia anterior.

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