Vinícolas paranaenses driblam crise econômica
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Agronegócio

Vinícolas paranaenses driblam crise econômica

Pequenos produtores apostam em alternativas
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As vinícolas da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ainda não foram tão afetadas pela crise econômica do País e esperam fechar o ano, ao menos, com estabilidade na produção. Esses pequenos produtores também têm buscado alternativas para driblar o mau momento que vive a economia brasileira. A maior concentração das vinícolas na RMC está nos municípios de Colombo e São José dos Pinhais, que totalizam 21 estabelecimentos.


A Vinícola Franco Italiano de Colombo, com 50 anos de atividades, é um dos estabelecimentos da região. Produz 100 mil litros de vinho e espumante por ano. Também fabrica grappa (bebida feita da casca da uva), suco de uva e limoncello (bebida à base de limão siciliano). Da produção total, 80% são vinhos coloniais e 20% vinhos finos. De acordo com a gestora operacional e sommelière da marca, Tháys Ferrão, a produção teve um crescimento de 15% a 20% entre 2009 e 2014. Para este ano, é esperado um crescimento de 6% a 7%.
Uma forma encontrada para atrair mais clientes foi a abertura de um restaurante de gastronomia italiana e francesa na vinícola em setembro. "Abrimos o restaurante e muita gente está vindo para conhecer. Ainda não percebemos a crise."
Além disso, a vinícola tem outras ações para atrair os consumidores como visita guiada e minicursos de vinhos. A marca tem desde vinhos coloniais a R$ 10,50 a garrafa até um vinho fino com uva shiraz tinto seco que custa R$ 98.
Para as festas de final de ano, a expectativa é de crescimento nas vendas ou, ao menos, empatar com o mesmo período de 2014. Segundo ela, o consumidor da vinícola faz parte das classes A, B e C e tem faixa etária entre 30 e 60 anos.
As uvas usadas na produção são principalmente do Rio Grande do Sul, mas também são utilizadas as do Paraná e Santa Catarina. Do cultivo paranaense vem uvas de Porto Amazonas e de Bateias, em Campo Largo. "Hoje, 90% da produção de uvas do Brasil está no Rio Grande do Sul", informou Tháys.

Os produtos são vendidos apenas na vinícola, que já tem como administradores a quarta geração da família. A marca também lançou, em setembro, a linha de vinhos finos Paradigma Rotto, com três rótulos, o espumante Viognier envelhecido por 48 meses, o vinho tinto da uva Shiraz pacificada e envelhecida por 24 meses em barricas de carvalho, e a união entre três regiões do Brasil, em que a uva Teroldego representa a divisa com o Uruguai, a Tannat da Serra Gaúcha e a Cabernet Sauvignon da Serra Catarinense, envelhecidas por 24 meses. As garrafas foram numeradas em uma edição limitada.


A Vinícola Fardo de Quatro Barras produziu o primeiro vinho em 2009 e iniciou a comercialização em maio de 2014. A sócia Justina Fardo comentou que, com a crise econômica, as pessoas estão indo menos a restaurantes e comprando vinho para beber em casa durante o jantar. Para o Natal, ela também prevê um aumento de cerca de 20% nas vendas.


A Fardo produz vinhos, espumantes, suco de uva e grappa. A uva vem do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina nas variedades cabernet sauvignon, tannat, merlot, malbec e malvasia. São produzidas 30 mil garrafas por ano de vinho e 3 mil de espumante. "A criação da vinícola é um sonho do meu marido Ambrosio", contou. Os preços dos vinhos variam de R$ 17, com uva bordô colonial, a R$ 51 com uva tannat.


A vinícola conta com seis rótulos e tem 1,6 mil metros quadrados de construção erguida em pedra basalto e estilo arquitetônico que lembra o medieval. Os proprietários do espaço são o casal gaúcho Ambrosio e Justina Fardo, radicado na região de Curitiba desde 1975. Justina explicou que o sonho de Ambrosio em consumir um vinho de qualidade, feito por ele mesmo, é que deu vida ao projeto. "Somos descendentes de famílias italianas que trabalharam muito com vinho. Mas foi a própria tradição a nossa fonte inspiradora no momento de criar a Família Fardo Vinícola", explicou Ambrosio.


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