Vinicultores de Santa Catarina querem apoio fiscal

Agronegócio

Vinicultores de Santa Catarina querem apoio fiscal

Os produtores pedem apoio do Estado para competirem com os importados
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Os produtores de vinho de Santa Catarina querem do governo estadual benefícios para melhorar a produção e concorrer com os produtos argentino e chileno, os mais tradicionais no Mercosul.

O setor ganhou, em 2006, redução de Imposto sobre Circulação de Mercadoria de Serviços (ICMS), de 25% para 17%, mas busca a renovação dessa medida e meios de comprar máquinas e insumos da cadeia produtiva mais baratos para poder se consolidar.

A Secretaria da Fazenda estuda a possibilidade de afrouxar os impostos de importação de máquinas, garrafas, madeira para barricas e cortiças para rolha, geralmente vindos da Europa. Os técnicos estariam atendendo a um pedido do governador Luiz Henrique da Silveira, por sugestão do recém-empossado presidente do Instituto Catarinense de Tecnologia da Vitivinicultura (ICTV), João Paulo Freitas.

- Como estamos na fase de consolidação, não conseguimos competir em condições de igualdade com os vinhos chilenos e argentinos, que chegam com preço inferior. Seria importante esse apoio porque esta cadeia tem um tempo médio de maturação de 10 a 15 anos - justifica Freitas.

A criação do ICTV é iniciativa da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), presidida por Freitas. Criada há um ano e meio, a entidade reúne os produtores que apostam num modelo embasado no turismo eno-gastronômico.

Instituto vai atuar na geração de conhecimento

O instituto atuará na geração de conhecimento, ciência e tecnologia aplicados segundo a ótica do setor produtivo, explicou Freitas. A atuação geral da atividade se dará em três pilares: técnico (por meio do ICTV), comunicação e marketing e institucional (mantendo relacionamento com o governo sobre financiamentos e impostos).

"Esses setores que trabalham com produtos de qualidade são como planadores que precisam de um avião para puxá-los" afirmou o governador, comparando o papel do avião ao do Estado, que pode auxiliar o setor.


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