Volume de CPRs cai mais uma safra seguida
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Agronegócio

Volume de CPRs cai mais uma safra seguida

O volume nesta safra é 55,2% abaixo ao registrado na temporada anterior
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Pelo segundo ano consecutivo o volume de Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas pelo Banco do Brasil (BB) está em queda. Nesta safra, até o momento, foram 14.326 papéis no valor de R$ 997,5 milhões. O volume é 55,2% inferior ao registrado na safra anterior - em receita, 54,6% menor. Na safra 2005/06 a cédula já havia registrado uma procura quase 30% menor. As previsões da instituição financeira são de que o encerramento da atual temporada seja de R$ 1,25 milhão em CPRs, o equivalente à metade da safra 2005/06.

"Os últimos dois anos foram difíceis para o agronegócio", diz Álvaro Tosetto, gerente-executivo de Agronegócio em exercício do BB. Segundo ele, a menor procura pelo papel é fruto de uma maior oferta de crédito a juros fixos de 8,75% ao ano, além de uma "capitalização" do produtor em virtude da renegociação das dívidas. Na safra atual, a participação dos recursos com taxas controladas é de 73% ante aos 63% na anterior.

Para a economista Amaryllis Romano, da Tendências, na safra atual, o agricultor usou pouco qualquer instrumento de crédito. "Acho que ele preferiu comercializar diretamente ou quitar dívidas com as indústrias de insumos", afirma. Prova disso é o resultado da CPR em soja. Até a safra anterior, o produto era o segundo colocado no ranking de emissões, atrás dos bovinos. Agora, além de perder a colocação para o café, foi o que mais registrou queda. De julho do ano passado até janeiro deste ano foram emitidas 1.367 CPRs, equivalentes a R$ 67,6 milhões, cerca de 10% do valor obtido na temporada anterior. Tanto que, o maior produtor nacional do grão, Mato Grosso, foi o estado com maior baixa no volume do papel: 75,3%: 429 CPRs ou R$ 26,1 milhões.

Para os bovinos, a queda foi de 45,4%, somando 5.846 emissões - R$ 376 milhões. O segundo colocado, o café, tem 4.671 CPRs ou R$ 374,9 milhões - queda de 16,9%, que pode ser recuperado pois, segundo Tosetto, é nesta época que se emite mais CPR de café. Apenas produtos "menos tradicionais" em emissão de CPR registraram aumento, como os ovinos. Foram duas emissões, no valor de R$ 50,3 mil - 28,3% superior à safra passada.


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