Dia de Campo mostra tecnologias para produção de banana

Imagem: Marcel Oliveira

NO AMAZONAS

Dia de Campo mostra tecnologias para produção de banana

Evento aconteceu em em Iranduba (AM) com a participação de mais de 120 pessoas
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Com a participação de mais de 120 pessoas, a Embrapa Amazônia Ocidental realizou na terça-feira (18/02), em Iranduba, um Dia de Campo para apresentar tecnologias para a produção de banana no estado do Amazonas. O evento, feito em parceria com a Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas (Sepror) e com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), foi realizado em uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), instalada no Ramal no Incra, interior do município de Iranduba. Esse foi o terceiro e último Dia de Campo promovido no mês de fevereiro sobre o mesmo tema, sendo que os outros dois aconteceram nos municípios de Presidente Figueiredo e Silves, e no total foram presenciados por mais de 300 pessoas, a maioria produtores rurais.
 
No Dia de Campo foram apresentadas diferentes tecnologias que propiciam um aumento na produtividade de banana no estado do Amazonas. Essas tecnologias foram utilizadas nas URTs e os resultados obtidos mostraram que é possível ter uma produção maior que o dobro da produtividade média do Amazonas, garantindo maior abastecimento da fruta no mercado interno, bem como melhoria na renda do produtor. Nas URTs foram plantadas cultivares de banana BRS Pacoua, BRS Princesa, BRS Japira e o plátano cv. Pacovan, com a adoção de práticas culturais recomendadas para a cultura. A instalação dessas unidades foi viabilizada com recursos de uma emenda parlamentar e também integra o projeto Tecnologias sustentáveis para o fortalecimento da fruticultura na Amazônia, que faz parte do Projeto Integrado para a Produção e Manejo Sustentável do Bioma Amazônia (PIA), financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
 
Na primeira estação do Dia Campo, o técnico da Embrapa Amazônia Ocidental, José Orlando Ferreira abordou questões relacionadas à implantação do bananal. Um dos pontos destacados foi a escolha da área, de preferência em um local plano e que não tenha tido problemas com doenças e fungos que atingem a cultura. Ferreira também falou sobre a abertura e adubação das covas que vão receber as mudas. “Antes de plantar as mudas é preciso fazer a análise do solo e a correção com os fertilizantes de acordo com os resultados dessa análise”, ressaltou. 
 
Já na segunda estação, a pesquisadora Mirza Normando Pereira tratou sobre os tratos culturais na condução do plantio. Aspectos como quando fazer adubação de cobertura, o desperfilhamento e os cuidados até a colheita foram detalhados pela pesquisadora, com o objetivo de que a área possa ter os melhores resultados a partir de uma manejo correto. “O deperfilhamento é um manejo de extrema importância para a produtividade. Nesse sentido, o produtor tem que ter o cuidado de manter a mãe e uma filha, eliminando os outros perfilhos, de modo que essas plantas possam expressar da melhor forma os nutrientes so solo e produzam bons cachos de banana. E continuar assim para os netos e sucessivamente, possibilitando maior tempo de produção da área”.
 
Na última estação, o pesquisador Luadir Gasparotto falou sobre o espaçamento recomendado para o bananal e também o controle químico de doenças como a sigatoka-negra. Em relação a esse último ponto, Gasparotto apresentou aos produtores uma técnica desenvolvida na Embrapa Amazônia Ocidental que tem garantido o controle da doença: a aplicação de fungicida na terceira axila da bananeira. Em relação ao espaçamento, o pesquisador falou que é possível adensar a produção no estado, desde que sejam seguidas as recomendações de manejo. “No caso da pacovan, estamos recomendando o espaçamento de 2 metros entre as plantas por 2 metros entre as fileiras. Geralmente no estado é utilizado 3 metros por 3, mas com esse novo espaçamento é possível praticamente dobrar o número de plantas em uma mesma área”.
 
Para a produtora Elizete Cundera da Costa, proprietária da área onde foi implanta a URT, os resultados obtidos foram surpreendentes. “Antes eu e meu marido tentamos plantar banana, mas sem essas tecnologias. Com o que colhíamos vimos que não era possível continuar com essa atividade. Agora estamos percebendo que com a aplicação das recomendações da Embrapa é possível, sim, plantar banana, com resultados bem positivos para o produtor”.   
 


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