AgroNordeste já beneficia 2.220 propriedades rurais no Ceará
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Imagem: Nadia Borges
AGRONORDESTE

AgroNordeste já beneficia 2.220 propriedades rurais no Ceará

2.220 propriedade rurais beneficiados com as ações do Programa, ficando atrás apenas do Estado da Bahia
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O Programa de Desenvolvimento do Nordeste - AgroNordeste no Ceará chega ao mês de setembro, com 98 grupos mobilizados, 74 grupos implantados e 2.220 propriedade rurais beneficiados com as ações do Programa, ficando atrás apenas do Estado da Bahia. Esse é o balanço das atividades até o dia primeiro  de setembro , conforme informou o coordenador do AgroNordeste/ATeG, engenheiro agrônomo Eduardo Barroso. Pretendemos bater a nossa meta até o final do ano com a implantação de 100 grupos   equivalente a 3 mil propriedades rurais, mas a meta global permanece 144 grupos, e 4.320 propriedades, a redefinição da  meta ocorreu  em virtude da pandemia do coronavírus, e da contratação de técnicos para prestar a  assistência técnica devida, o que requer uma série de exigências  e demandam  algum tempo, disse Eduardo

O SENAR mantém o edital de Programa AgroNordeste, para contratação de técnicos de campo, supervisores de campo e técnicos especialistas – Médicos Veterinários  está disponível no site do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Regional do CE. A geração de empregos é outro fator importante dentro do AgroNordeste, ressalta.

O AgroNordeste é um programa desenvolvido pela ANATER - Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) E SENAR  em parceria com diversos órgãos, como SEBRAE, OCB, a NEEL, o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil, e que tem a finalidade de apoiar iniciativas que venham promover o desenvolvimento da região Nordeste, através do aumento do crédito, da  produção, com tecnologia e assistência técnica e gerencial, sempre incentivando o  associativismo, disse a Ministra Tereza Cristina.

O Superintendente do SENAR do Ceará, Sérgio Oliveira da Silva disse que a assistência técnica e gerencial, tem uma grande importância no processo de educação e desenvolvimento do produtor rural e também no crescimento do agronegócio, isso porque suas ações levam consigo as informações sobre novas tecnologias, inovações, pesquisas, entre outros conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento das suas atividades. Ele está desde o início acompanhando de perto a formação dos grupos de produtores, visitando as regiões e os sindicatos rurais ligados à Federação da Agricultura e Pecuária/FAEC. Semana passada esteve na região Norte e na Serra da Ibiapaba. Cada turma é composta de 30 produtores por cadeia produtiva, sendo as principais: bovinocultura de leite, ovinocaprinocultura, fruticultura e apicultura.

Nossa preocupação é que o produtor consiga resolver seus problemas, elaborando um plano de desenvolvimento viável para seu negócio, detectando os obstáculos nas diversas áreas incluindo a comercialização e promovendo o associativismo, disse o Superintendente.

O modelo de assistência técnica e gerencial do SENAR foi credenciado pela Agência Nacional de Assistência Técnica - ANATER, por adotar uma metodologia inovadora que acompanha o produtor em várias fases. Cada grupo de produtores recebe a visita de  técnicos  especializados na cadeia produtiva beneficiada, que acompanha  o trabalho durante dois anos, até que todas as etapas sejam cumpridas.

Recentemente, o SENAR/CE teve um  projeto selecionado pelo BNB, com recursos do FUNDECI, a fundo perdido que vai atender a partir do próximo ano, mais 15 municípios dos sertões de Crateús e  dos Inhamuns, na cadeia produtiva da apicultura.

Metodologia da ATeG do  SENAR

O programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG do SENAR conta com uma metodologia própria e inovadora, que tem por objetivo disseminar novas tecnologias e formas de manejo que possibilitem ao produtor obter maior conhecimento sobre a sua atividade , permitindo o desenvolvimento do seu negócio. Além das técnicas de manejo da produção, o Programa realiza o acompanhamento gerencial das propriedades rurais, controlando custos e medindo os resultados econômicos das atividades, fundamentado em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento individualizado, tecnológico, capacitação profissional  complementar e avaliação sistemática de resultados.


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