Emater-DF testa cultivo de fruta que custa até R$ 70Kg

PHYSALIS

Emater-DF testa cultivo de fruta que custa até R$ 70Kg

No mercado, 100 g da fruta custa de R$ 5,00 a R$ 7,00 ao consumidor
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Ainda pouco cultivada no Brasil e com ótimo potencial econômico, a physalis é uma fruta rústica que pode ganhar espaço na agricultura familiar do Distrito Federal por meio da Emater-DF. A fruta, da família do tomate, berinjela e pimentão, tem sabor levemente ácido e é muito usada na ornamentação de doces finos. O preço pago aos produtores por uma caixa de 100 gramas varia de R$ 2 a R$ 3,50. No mercado, custa de R$ 5 a R$ 7 ao consumidor.

Para estimular a produção da physalis como alternativa de renda a pequenos agricultores, a Emater-DF mantém uma unidade demonstrativa em estufa no Espaço da Agricultura Familiar, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. Por ser uma cultura ainda pouco conhecida, os extensionistas da empresa também estão obtendo aperfeiçoamento técnico sobre o cultivo.

“Além do alto valor comercial, entre as vantagens de se produzir physalis estão a rusticidade e a longevidade da planta, não havendo grandes problemas com doenças”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF Gilmar Batistella. “As únicas pragas que podem causar algum prejuízo são as traças e brocas de fruto, que devem ser monitoradas para realização do controle.”

Outra vantagem da produção é que cada planta produz de 2 kg a mais de 4 kg da fruta, dependendo de sua longevidade, e a colheita começa 80 dias após o plantio. “A fruta ocorre de forma natural em algumas regiões do Brasil, porém, em sua maioria, vem de plantas ‘selvagens’, que não passaram por processo de seleção para obtenção de frutos de melhor qualidade e sabor”, diz Batistella.

No Brasil, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais são os principais estados produtores, mas boa parte da physalis comercializada em mercados do Distrito Federal é trazida da Colômbia, maior produtor mundial.

Cultivo

A physalis pode ser plantada a campo ou sob cultivo protegido. Por ser uma planta arbustiva e herbácea, deve haver o tutoramento de seus ramos. “Não é muito exigente em fertilidade do solo, sendo uma planta de alta rusticidade, deve ser plantada a sol pleno, prefere temperaturas mais elevadas”, diz Batistella.

Em relação ao custo de produção, o engenheiro agrônomo diz que o physalis tem custo em torno de 50% menor em relação ao tomate-cereja. Os itens que mais impactam o custo está a mão de obra com as atividades de tutoramento (colheita, seleção e embalagem).

Para a produção de mudas, recomenda-se o uso de bandejas de poliestireno de 128 células. Com 30 a 35 dias, as mudas podem ser transplantadas para o solo. A colheita tem início cerca de 80 dias após o plantio, ficando em produção por vários meses, dependendo das condições climáticas e das técnicas empregadas.

O espaçamento entre plantas recomendado é de 80 cm a 1 m, podendo ser plantadas em fileiras duplas em zigue-zague – em canteiro de 1,2 m de largura e distância entre canteiros de no mínimo 1,5 m – ou em fileira simples com distância de 1,5 m entre fileiras.

Segundo Batistella, o principal desafio do manejo do physalis é o seu tutoramento. “Por ser uma planta arbustiva e herbácea, seus ramos quebram se não forem apoiados ou amarrados com fitilhos, a retirada de brotos “fracos” (desbrota) deve ser realizada diariamente, deixando apenas os ramos mais grossos que produzirão frutos de melhor qualidade”, diz.

As sementes para produção das mudas devem ser retiradas de frutos comerciais de boa qualidade (maior tamanho e melhor sabor), devem ser lavadas e secas à sombra, com ventilação por um ou dois dias para posterior semeio nas bandejas. O índice de “pegamento” é alto, acima de 90%.


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