Flores: tecnologia para vencer crise hídrica e ganhar produtividade

FLORICULTURA

Flores: tecnologia para vencer crise hídrica e ganhar produtividade

O desenvolvimento da cadeia produtiva de flores é um dos objetivos da Emater-DF
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Para aumentar a produtividade e reduzir custos, produtores de flores assistidos pela Emater-DF recorrem cada vez mais à tecnologia para ampliar oportunidades no setor, que movimenta mais de R$ 200 milhões por ano no Distrito Federal. Correção de solo, fertirrigação e irrigação com sistemas econômicos são algumas das inovações utilizadas no cultivo. 

De acordo com a engenheira agrônoma Loiselene Trindade Rocha, coordenadora do Programa de Floricultura da Emater-DF, a crise hídrica que o Distrito Federal enfrentou em 2017 atingiu também os produtores de flores, que passaram a utilizar metodologias mais econômicas de irrigação. “Hoje, muitos usam o irrigas [equipamento que mede a quantidade de água no solo, apontando a necessidade ou não de irrigação ou tensiômetros para o uso eficiente da água”, aponta. Loiselene acrescenta que o controle de qualidade é imprescindível no setor. “O que se vende é principalmente a beleza”, observa.

Análise de solo a partir de amostras do substrato é uma outra facilidade que os produtores adotam. Essa técnica permite a avaliação dos nutrientes e consequente aplicação melhor dos produtos. “Os agricultores que usam fertirrigação, ou seja, aplicação de fertilizantes via água de irrigação, são os que mais utilizam essa prática, que permite alterar a adubação de acordo com as necessidades das plantas”, explica Loiselene, lembrando que o uso adequado de fertilizantes reduz os custos de produção.

Em 2018, a Emater-DF apoio a instalação de uma unidade de demonstração de produção de lysianthus em sistema hidropônico. “Foi um sucesso: conseguimos reduzir o tempo de colheita em até 30 dias”, comemora Loiselene. Neste ano, a empresa levou 15 produtores à feira Hortitec, em Holambra (SP) — o principal evento de floricultura do país. “De lá, trouxemos ideias e informações sobre novas variedades, novas colorações de flores e outras inovações aplicáveis na produção de flores em Brasília”, conta a engenheira agrônoma.

No Distrito Federal, o mercado de flores movimenta cerca de R$ 200 milhões ao ano e emprega aproximadamente 3,5 mil pessoas. A capital é o terceiro maior mercado consumidor de flores do país e o primeiro per capita. No último ano, em 2018, a área plantada dedicada a cultivares diversas como crisântemos, lysianthus, girassóis, copos-de-leite, palmeiras, gramas, suculentas e cactos era de 598 hectares.

Por meio da Emater-DF, agricultores familiares também vão oferecer seus produtos e participar das oficinas. “A gente participa de muitas capacitações e também coloca os nossos produtores para fazerem oficinas. O objetivo é motivá-los a iniciar algum negócio voltado para área, seja de floricultura, artesanato ou decoração. Vamos levar para o espaço algumas caravanas de mulheres, para que conheçam as possibilidades e o mercado”, ressaltou Cleison Duval, extensionista da Emater-DF.

O desenvolvimento da cadeia produtiva de flores é um dos objetivos da Emater-DF. “É um setor importante, que gera emprego e renda para os nossos produtores. Além disso, temos um mercado enorme que podemos atender em boa parte com a produção local, o que estimula o setor e a economia do Distrito Federal como um todo”, afirmou a presidente da empresa, Denise Fonseca. “Temos muito espaço para crescer.”

 


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