SC teve variação de 72% no feijão
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Imagem: Ibrafe
ANUAL

SC teve variação de 72% no feijão

Estado é o que teve a maior alta no ano no país
Por: -Eliza Maliszewski

Santa Catarina é o Estado que registrou a maior alta na saca de feijão no ano e o ano de 2021 também começou em alta. No mês de janeiro, o preço médio pago aos produtores de feijão-carioca (saca 60kg) teve aumento de 17,37% em relação a dezembro de 2020. Em termos nominais, esse valor é cerca de 72% superior ao que foi pago no mesmo mês de 2020.

Para o feijão-preto, no mercado catarinense, a variação mensal foi de 2,26%. Em valores nominais, os preços praticados no mercado catarinense estão 100% maior do que aqueles praticados no mesmo período do ano passado.

Os dados constam no Boletim Agropecuário de fevereiro, documento emitido pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) com a análise das principais cadeias produtivas do meio agrícola catarinense.

Por outro lado grandes mercados de feijão tiveram baixa no mês. O Paraná teve queda de 9,21% e Goiás baixa de 2,60%, ambos no feijão carioca. No feijão preto o estado paranaense teve queda de 3,30%. Já no ano o cenário é altista. No Paraná variação de 41%; em Goiás de 42% e na Bahia de 51%. Mesmo assim todos estão abaixo da cotação catarinense.

No mercado atacadista, a Bolsa de Cereais de São Paulo (BCSP) não registrou variação nos preços médios mensais, portanto, o mercado segue calmo. No último dia 11/02/2021, a BCSP registrou para a saca de 60kg do feijão-carioca, nota 9,5, preço médio de R$252,50. No mesmo período, para o feijão-preto extra, a cotação da saca de 60kg ficou estabilizada em R$245,00.

A primeira safra brasileira de feijão 2020/21 segue com a colheita. Segundo dados da Conab, em todo país é esperado a colheita de cerca 920 mil hectares, com uma produção de aproximadamente 1.033,6 mil toneladas de feijão. Tal estimativa indica redução de 6,5% em relação ao resultado obtido em 2019/20, especialmente pelas oscilações climáticas registradas ao longo do ciclo da cultura na Região Sul do país e na Bahia. Em Santa Catarina, cerca de 67% da área plantada já foi colhida.

A partir de janeiro de 2021, em todo país teve início o plantio da segunda safra nacional de feijão. Trata-se da safra que oferece os maiores volumes de produção ao mercado nacional, em comparação aos outros períodos (primeira e terceira safras). Para essa segunda safra, segundo a Conab, é esperado o plantio de 1.437,1 mil hectares, com perspectiva de obtenção de 1.408,1 mil toneladas do grão.

Em Santa Catarina, a safra de feijão é composta por duas safras. A safra de feijão 1ª, chamada de safra das águas, representa cerca de 60% da produção, e a safra de feijão 2ª, também chamada de safra da seca, responde por 40% da produção total estadual. Dois tipos de feijões predominam os cultivos catarinenses: o feijão-preto e o feijão-carioca.
 


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