Interceptada carga viva na divisa de SC e RS

DEFESA SANITÁRIA

Interceptada carga viva na divisa de SC e RS

Em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados
Por:
3970 acessos

Santa Catarina comemorou recentemente 12 anos de certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O diferenciado status sanitário é mantido com rigorosa vigilância feita por meio de 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina para controlar a saída de animais e produtos agropecuários.

Nessa semana a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) e a Polícia Militar Ambiental de Lages (PMA) desenvolveram ação conjunta que resultou interceptação de um caminhão caçamba, de carga seca, totalmente impróprio para o transporte de animais, com oito bovinos machos, da raça hereford. A apreensão do gado proveniente do estado vizinho esteve de acordo com lei estadual e federal.

A barreira instalada na BR 116, em Capão Alto, na base da CIDASC, na ponte da divisa com o Rio Grande do Sul. Os agentes da defesa sanitária animal da CIDASC e a guarnição da PMA de Lages efetuaram o deslocamento dos animais para o frigorífico Frigofox, onde foram abatidos sanitariamente.

Conforme explicou o coordenador Regional da CIDASC com sede em Lages, Bernard Borchardt, o veículo não parou normalmente no posto de fiscalização. Os barreiristas, acompanhados de dois médicos veterinários perceberam a possível irregularidade, porque havia buracos no alto da lona transparecendo ser uma medida para propiciar ventilação, então, decidiram partir para a abordagem, confirmando a suspeita de carga irregular de animais.

 Toda ação teve o apoio da Polícia Militar Ambiental, que também fez os procedimentos da atuação, a exemplo dos técnicos da Cidasc. “Nossa ação foi um sucesso, e conseguimos evitar a entrada desses animais irregulares, num grande esforço para manter a segurança sanitária dos nossos rebanhos”, salienta Borchardt.

Ainda de acordo com Borchardt, a barreira sanitária está instalada em um ponto estratégico, exatamente para evitar a entrada irregular de bovinos e bubalinos. E, graças à constante vigilância, felizmente tem conseguido evitar que animais de origem duvidosa entrem em Santa Catariana, e comprometam a sanidade dos rebanhos locais e coloquem em risco a cadeia produtiva. “Santa Catarina possui o selo de reconhecimento internacional de zona livre de aftosa sem vacinação, e a segurança sanitária depende da vigilância dos barreiristas em todo o Estado”.

Para o presidente do Sindicato Rural de Lages, Márcio Pamplona, a Cidasc está fazendo os procedimentos corretos de fiscalização junto às barreiras, e interceptando toda e qualquer movimentação envolvendo animais que apresentem riscos à saúde dos rebanhos catarinenses. “A Federação e todos os Sindicatos são parceiros do trabalho dos barreiristas da Cidasc, pois, o transporte irregular de animais, especialmente de origem duvidosa, coloca em risco a nossa segurança sanitária”, salienta.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) José Zeferino Pedrozo, parabenizou a atuação conjunta da Cidasc e da PMA de Lages na defesa sanitária do Estado, ressaltando a importância do controle da entrada de animais e produtos agropecuários em território catarinense, a fim de manter a segurança do status da produção catarinense.

“O preço da segurança é a eterna vigilância. São 26 anos que Santa Catarina não conta com casos de febre aftosa e 18 anos sem o uso de vacinação. Nos tornamos uma ilha de sanidade no Brasil, demonstrando possuir um dos mais confiáveis sistemas sanitários do País. Essa condição resultou de esforços dos produtores rurais, das agroindústrias e do governo. Precisamos manter esse patamar, por isso é fundamental a atuação dos órgãos de defesa sanitária”, observa Pedrozo.

RIGOR TOTAL

Em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados. Está proibido o ingresso de bovinos provenientes de outros estados. A entrada de ovinos, caprinos e suínos criados fora do território catarinense está condicionada a quarentena na origem e no destino, além de testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abate imediato em frigorífico sob inspeção.

 Apenas três países da América Latina são considerados livres de febre aftosa sem vacinação pela OIE: Chile, Guiana e Peru. Existem zonas livres (Província, Estado ou Departamento) na Argentina, Bolívia, Colômbia e Equador.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink