Prejuízos por greening no Paraná somam US$ 12 milhões
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Imagem: Marcel Oliveira
LEVANTAMENTO

Prejuízos por greening no Paraná somam US$ 12 milhões

É o primeiro estudo do gênero conduzido no Estado e mostra os impactos
Por: -Eliza Maliszewski

O prejuízo causado pelo HLB (sigla para a doença huanglongbing) em lavouras de citros na região de Paranavaí, no Noroeste paranaense,  pode chegar perto de 12 milhões de dólares em pouco mais de dois anos, aponta estudo realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná ( IDR-Paraná/Iapar-Emater), o primeiro do gênero conduzido no Estado.

“Esse valor põe em destaque a preocupação com a doença e a necessidade de adotar estratégias para sua prevenção e manejo”, assinala Rui Pereira Leite Junior, pesquisador do IDR-Paraná que participou da pesquisa.

Causado pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, o HLB, também chamado de “greening”, é uma doença que provoca o aparecimento de folhas amareladas, deformação dos frutos e debilitação geral das plantas infectadas. O ciclo da doença envolve ainda o psilídeo (Diaphorina citri), pequeno inseto que suga a seiva das plantas e atua como vetor - ele adquire a bactéria em plantas doentes e a transmite quando perfura as folhas de plantas sadias em busca de alimento. A doença está disseminada pelas regiões produtoras ao redor do mundo. Em 2006 foi detectada no Paraná, em Altônia.

O estudo foi realizado com o objetivo de estimar a incidência e o impacto econômico do HLB na região de Paranavaí, onde se concentra o principal polo paranaense de produção de frutas cítricas. 

Os pesquisadores consideraram as árvores erradicadas em função do HLB e estimaram em 11,8 milhões de dólares o prejuízo ocasionado pela doença entre janeiro de 2011 e junho de 2013. Para chegar a esse valor, utilizaram dados de comunicação da doença em 2.086 pomares, encaminhados por produtores para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) — essa comunicação é obrigatória, conforme instrução normativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Escolhemos esses comunicados porque eles contêm informações sobre a cultivar, data de plantio, número de árvores inspecionadas e também a quantidade de plantas com sintomas de HLB que foram erradicadas”, explica Rui Leite.

Em outra via de análise, que considerou as perdas em função do potencial de produção ao longo de toda a vida útil da planta erradicada, o prejuízo foi estimado em 39,2 milhões de dólares, aponta o pesquisador Tiago Santos Telles, da área de socioeconomia do IDR-Paraná.

Artigo com os resultados do trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Fruticultura, que pode ser obtido aqui.

 


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