Mercado do boi segue equilibrado no país
Embarques de carne crescem quase 30%
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O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira (9) em equilíbrio nas praças paulistas, conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria. Os negócios ocorreram em ritmo moderado, com frigoríficos realizando compras apenas para manutenção das escalas de abate e produtores ofertando lotes de forma controlada. Apesar disso, a queda das temperaturas acendeu um alerta no setor, já que o clima mais frio pode estimular o aumento da oferta de animais para comercialização.
Segundo a consultoria, o bom desempenho das exportações e o consumo interno aquecido não foram suficientes para acelerar as compras por parte das indústrias. O cenário foi descrito como equilibrado, sem pressão para alterações nos preços. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis em São Paulo, enquanto as escalas de abate seguiram, em média, para oito dias.
Em Goiás, o comportamento do mercado foi diferente. A demanda mais firme levou frigoríficos a elevarem as ofertas para garantir o abastecimento das escalas. Na região de Goiânia, o preço do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto as cotações das fêmeas registraram aumento de R$ 3,00 por arroba. Já na região Sul do estado, a novilha teve valorização de R$ 2,00 por arroba, enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis.
Ainda em Goiás, a cotação do chamado “boi China” também apresentou alta em relação ao dia anterior, com valorização de R$ 5,00 por arroba, refletindo o interesse do mercado exportador.
No comércio internacional, os embarques de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo. De acordo com a análise da Scot Consultoria, nos primeiros quatro dias úteis de junho foram exportadas 62,6 mil toneladas do produto, com média diária de 15,6 mil toneladas. O volume representa crescimento de 29,8% em comparação ao embarcado por dia no mesmo período de junho de 2025.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,6 mil, avanço de 20,9% na comparação anual. Com a combinação de maiores embarques e valorização do produto, junho de 2026 já alcançou 31,4% do faturamento total obtido com as exportações de carne bovina durante todo o mês de junho do ano passado, mesmo com menos de um quarto dos dias úteis transcorridos.