Áreas baixas e mato facilitam geada em cafezais

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Áreas baixas e mato facilitam geada em cafezais

O ar frio e mais denso desce da área mais alta e vai se acumular nos fundos ou partes mais baixas do terreno
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A geada que ocorreu recentemente em áreas cafeeiras do Paraná, São Paulo e Minas Gerais mostrou que presença de mato e cultivo em baixadas ou fundos de áreas são fatores importantes na queima das plantas pelo frio.

Dr. Angelo Paes de Camargo, grande climatologista e pessoa especial, de saudosa memória, sempre falava isso. O ar frio e mais denso desce da área mais alta e vai se acumular nos fundos ou partes mais baixas do terreno. O mato, vivo ou morto, isola o solo e reflete o calor durante o dia. O solo limpo, ao contrário, armazena calor durante o dia e libera o mesmo à noite, esquentando o ambiente próximo aos cafeeiros e reduzindo o risco da geada.

Plantar café nas áreas mais baixas, portanto, com maior risco de geada, até certo ponto é admissível. Primeiro porque as geadas têm sido menos frequentes, segundo porque as terras têm alto valor e o produtor, no processo de expansão das lavouras de café, não possuindo áreas altas suficientes, acaba abaixando as lavouras, ou seja, plantar em áreas sabidamente mais sujeitas à geada.

Deixar mato no meio da lavoura no inverno, isso não. A moda de dar mais importância ao mato do que ao café tem sido adotada por alguns técnicos, contrariando resultados de pesquisas que apontam a necessidade de controle mais eficiente do mato, para reduzir concorrências das ervas com o café. Quem quiser deixar mais mato no verão, tudo bem. No inverno, o solo deve ser mantido limpo, sem cobertura de mato, vivo ou morto. Tanto para facilitar a colheita do café de varrição, como, já falado, pra reduzir riscos de geadas.

Acontecida a geada, como ainda estamos em período de ocorrência do fenômeno, para aquelas áreas que possuírem mato, indica-se trinchar para expor melhor o solo das ruas ao sol.

Quanto às podas, recomenda-se não fazer nada por enquanto, pois só daqui a uns 60-90 dias, com a retomada das chuvas e a observação de onde as plantas irão brotar, é que se poderá, com maior precisão, verificar que tipo de poda executar e, especialmente em lavouras novas, se será preciso replantar. Normalmente, plantas atingidas por uma geada de capotinho ou capote leve não vão precisar de nenhuma poda, bastando, se necessário, quebrar galhos secos, no ponteiro, mais adiante.


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