RS: mesmo com retorno da chuva, efeitos da seca castigam o interior
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Imagem: Pixabay
ESTIAGEM

RS: mesmo com retorno da chuva, efeitos da seca castigam o interior

Agricultores precisam de, no mínimo, 30 milímetros por semana para reduzir perdas
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A chuva irregular do fim de semana serviu para refrescar a temperatura e amenizar a secura das lavouras em Santa Cruz do Sul. Durante o último sábado, 27, choveu entre 40 e 50 milímetros. Mas, de acordo com agricultores, por causa das temperaturas mais elevadas, o ideal é que, pelo menos uma vez por semana, chova 30 milímetros para reduzir perdas e evitar o desabastecimento de hortaliças.

Na propriedade de Nestor Konzen, em Linha João Alves, a medição feita nas terras da família aponta um volume acumulado de chuva de 41 milímetros. Suficiente para, segundo o agricultor, dar um gás no crescimento das abóboras, que estão muito pequenas ainda. Konzen planta verduras em quatro hectares. Os produtos são destinados a uma empresa que fornece a alimentação de trabalhadores em indústrias do município.

Konzen disse que, por causa da estiagem, há quebra na qualidade de folhosas, como a couve verde. Já o desenvolvimento de frutos, como a abóbora, está bem abaixo do esperado. “Se tivéssemos a chuva normalizada, essa plantação estaria toda verdinha”, comparou. Segundo o produtor, a partir de agora, o ideal é que por semana fosse registrado um volume acumulado na casa dos 30 milímetros, para garantir qualidade e desenvolvimento dos alimentos na lavoura.

Conforme a Defesa Civil de Santa Cruz do Sul, durante o sábado a chuva acumulada no município foi irregular. Segundo as leituras disponíveis, entre 10h48 e 14h30, período de maior precipitação no último sábado, na área urbana foram registrados 32 milímetros. Já na área rural, na Subprefeitura de Rio Pardinho, a medição do mesmo período foi de 53 milímetros acumulados.

Lago Dourado

A chuva do fim de semana contribuiu para elevar a vazão do Rio Pardinho que, conforme a Defesa Civil, alcançou a marca dos 72 centímetros no último sábado. O superintendente regional da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), José Ceolin Epstein, confirmou que, com a maior vazão, o nível do Lago Dourado está até um pouco acima do nível normal. “O nível normal é 4,88 metros e, com a última chuva, registramos 4,91 metros. Isso se deve ao aumento na vazão do Rio Pardinho”, confirmou o superintendente.

Epstein reforçou que o fato de o reservatório estar com sua capacidade normal não libera a comunidade do uso consciente da água. “Pelas previsões que temos disponíveis, os piores meses serão dezembro e janeiro, em termos de quantidade de chuvas para Santa Cruz”, alertou.


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