Caminhos do Tabaco: exemplos de diversificação e culturas diferentes

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Caminhos do Tabaco: exemplos de diversificação e culturas diferentes

Expedição chegou ao fim nessa segunda-feira, após visitas a propriedades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
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A última semana foi de muitas viagens. Depois de sair de Santa Cruz no domingo, 10, e percorrer 3.585 quilômetros passando por 14 cidades, chegamos de volta a Santa Cruz no começo da tarde dessa segunda. Durante estes dias longe da região, deu para ver um pouco mais sobre o andamento da safra no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A cada visita foi possível conhecer histórias de famílias, exemplos de diversificação e culturas diferentes. O resultado da 4ª expedição Os Caminhos do Tabaco será apresentado na Gazeta do Sul do próximo fim de semana, no caderno especial sobre safra. 

De olho no futuro 

Quem planta também precisa se organizar e manter um bom planejamento. Foi isso que fez Maicon Skolimoski, de 27 anos, que visitamos no sábado. Morador de Imbituva, no Centro-Sul do Paraná, ele é casado com Fabiane, 31, e pai de Raiane, de 3 anos. Com uma propriedade de 8,5 alqueires, o equivalente a 20,4 hectares, a família cultiva 150 mil pés de tabaco e tem três estufas de grampo. Atento à importância e às perspectivas para a atividade, Maicon adquiriu uma área de terra que permitiu ampliar a lavoura. O investimento foi de R$ 330 mil, que serão pagos em prestações. O valor até pode parecer alto, mas a rentabilidade promete ser boa. Como Maicon falou: “Investir em terra é uma poupança.”

Na propriedade, ao lado do jovem casal, vivem o seu João e dona Ana Maria Skolimoski. Aos 78 anos, ele tem uma disposição de um homem de 50 e conta que criou os filhos graças ao trabalho da terra. Orgulha-se em dizer que nunca faltou o que comer ou vestir. Durante a conversa, deu para ver a boa relação entre avó e neto e o orgulho que um sente do outro. 

Em família 

Em Ivaí, terra do Anderson Rebinski, nosso parceiro de viagem, visitamos algumas propriedades com tabaco e outra com verduras. Anderson, 24 anos, mora em uma área com muito declive a 25 quilômetros da sede do município, junto do pai e os irmãos. A família tem 45 alqueires de terra, o que equivale a cerca de 109 hectares, onde são produzidos 140 mil pés de tabaco e milho, principalmente. Além da lavoura, os quatro se dedicam aos cuidados com a casa. E foi lá que finalizamos a expedição, com um farto almoço no domingo e a presença de cerca de 30 pessoas.
 


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