Produtores do Tocantins perdem soja na lavoura
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Imagem: Divulgação
CLIMA

Produtores do Tocantins perdem soja na lavoura

A estimativa oficial é de perdas entre 20 e 30% em função das chuvas
Por: -Eliza Maliszewski

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previa uma safra de 3.551 milhões de toneladas de soja para o Tocantins, um avanço de 2% em relação à safra passada, deixando o Estado entre os dez maiores produtores do Brasil no grão. 

Os produtores só não contavam com o clima que prejudica a colheita. Segundo a Conab o clima adverso limitou a produtividade, que deve girar agora em torno de 54 sacas por hectare na média, contra as 55,3 sacas de 2019/2020.  Segundo a vice-presidente da Aprosoja TO, Carolina Schneider Barcelos, há relatos de regiões com atraso do calendário de atividades, mas também já prejudica a qualidade dos grãos dessa safra. De acordo com ela, mesmo nos dias sem chuva, ainda não há sol e isso impossibilita que a água acumulada seque. Algumas partes do estado inclusive já apresentam perdas de até 50% na produtividade devido à essa situação.

Cenas comuns nas lavouras mostram as plantas brotando antes de serem colhidas. A entidade emitiu uma nota pública sobre o assunto onde destaca o cenário de apreensão. A estimativa oficial é de perdas entre 20 e 30%. 

“Muitos agricultores ainda não conseguiram terminar sua colheita e os prejuízos já são vistos nas lavouras fazendo uma simples análise dos grãos dentro das vagens. A grande parte dos produtores que já colheram sofreram severas avarias na qualidade dos grãos devido à umidade excessiva. O atual cenário vem causando colapso nos armazéns – incluindo os particulares – que além de estarem sobrecarregados, não conseguem fazer o carregamento devido à falta de padrão dos grãos e também a porcentagem de umidade que está muito acima da margem permitida”, diz um trecho.

A qualidade preocupa. Os contratos internacionais preveem no máximo 8% de comprometimento da soja, mas os grãos que são colhidos estão com no mínimo 20% de comprometimento. “Vamos chamar as grandes empresas e mostrar a situação”, salientou o presidente da Aprosoja-TO, Dari Fronza.
 


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