Nova onda de demanda dispara preços do milho

Imagem: Divulgação

ANÁLISE AGROLINK

Nova onda de demanda dispara preços do milho

Pequenas granjas e fábricas de ração voltaram às compras
Por: -Leonardo Gottems
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A quarta-feira (26.02) marcou uma forte elevação de 1,07% nos preços médios do milho em Campinas (SP), principal ponto de referência do milho no País. Com isso a saca foi para R$ 52,15 (contra R$ 51,60 da média anterior). O preço do cereal já acumula alta, somente em fevereiro, de 2,56%, segundo o Cepea.

“As pequenas granjas e fábricas de ração tinham se prevenido com estoques suficientes para enfrentar os quatro ou cinco dias de carnaval em que tudo está fechado, mas, passado este período, voltaram às compras, porque sua capacidade de armazenagem e financeira é bem limitada. Por isto, também, está em desvantagem no mercado tendo que aceitar os preços pedidos pelos vendedores, sem quase nenhum poder de barganha para negociação, ao contrário dos grandes compradores, que tem forte poder de barganha”, explicam os analistas da T&F Consultoria Agroeconômica.

CLIMA

De acordo com a ARC Mercosul, um corredor de umidade se formou desde o litoral paulista até o centro da região amazônica: “Índices pluviométricos entre 35-75mm são oferecidos nestes próximos 5 dias para todo o estado de São Paulo, lado sul de Minas Gerais, todo o Goiás, Mato Grosso, Rondônia e o Tocantins. Além do mais o oeste da Bahia e o centro-sul do Piauí também serão regados no mesmo período por totais mais sucintos variando entre 25-40mm acumulados”. 

“A região Sul do Brasil segue sob um padrão árido, com chuvas em retração e temperaturas um pouco abaixo da média para algumas áreas pontuais. A falta de chuvas no Rio Grande do Sul, e que é um cenário semelhante para todo o nordeste da Argentina, tem preocupado diante do crescente estresse hídrico das culturas em campo. Vale lembrar que o milho gaúcho já sofreu com a falta de chuvas em janeiro e que agora a soja tem sido prejudicada por um padrão semelhante”, concluem os analistas.


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