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Com ótimos frutos, produtor espera colher até 50 ton de azeitonas no RS

Produtor dá dicas de cultivo e consumo de azeite


Considerado o terceiro maior importador de azeite de oliva do Mundo, o Brasil compra, anualmente, 75 mil toneladas do alimento para suprir a demanda interna. Um destes reflexos pode ser sentido pelo crescente interesse no cultivo de oliveiras no país.


O cenário de baixa produção e crescente consumo poderia começar a mudar em função do clima encontrado em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

No Extremo Sul Gaúcho, as condições amenas aliadas à terra fértil podem trazer benefícios para os olivicultores. Proprietário de um olival, com 10 mil pés, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, o engenheiro agrônomo Fernando Rotondo, espera uma boa colheita para este ano de 2014.

“Como a quantidade e qualidade das azeitonas está boa, a nossa expectativa é de colhermos entre os meses de fevereiro e março até 50 toneladas da variedade Arbequina, Arbosana e Picual para azeite e Manzanilla e outras de menor importância, para mesa", adianta.


Mesmo que a região Sul do Brasil ainda apresente melhores condições para o cultivo da azeitona no país, Fernando Rotondo, que é natural de Lima, no Perú, e radicado no Rio Grande do Sul, alerta que ajustes no solo e de clima devem ser feitos para amenizar os aspectos limitantes para a cultura.

“A correção do solo com calcário e a minimização do teor de alumínio são dois fatores que precisam ser considerados para superar estes fatores limitantes. A oliveira é originária do mediterrâneo onde predominam os solos neutros, ricos em cálcio, sem presença de alumínio; elemento toxico à oliveira. Além disso, como temos um período de estiagem no Sul, precisamos de um sistema de irrigação para complementar a deficiência hídrica num período critico como é o endurecimento do caroço e assim não colheremos frutos pequenos. A escolha de variedades resistentes a geadas é outro fator critico para o sucesso da olivicultura”, adverte.


A procura pela cultura pode aumentar, uma vez, que em comparação com a uva, a inversão inicial e de manutenção é menor.

Fernando Rotondo destaca que 60% da sua produção será destinadas para fabricação de azeites e 40% é reservada para azeitonas de mesa. Contudo, o olivicultor, esclarece os cuidados para consumirmos um azeite de qualidade.

“Para pertencer à categoria de Extra Virgem, além de respeitar os parâmetros químicos estipulados, o azeite não pode apresentar nenhum defeito do ponto de vista sensorial e deve obrigatoriamente ter algum grau de frutado, amargo e picante”, resume.
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