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Epagri estuda técnicas de pulverização de pomares com drone em Videira

Tecnologia de drones é testada em fruticultura catarinense pela Epagri


Foto: Pablo Gomes/Epagri

Uma das mais antigas unidades da Epagri em Santa Catarina, prestes a completar 90 anos de história, alia a tradição ao futuro e busca soluções para o presente em uma das principais regiões produtoras de frutas no Estado. 

Referência nacional em pesquisas voltadas à viticultura, a Estação Experimental de Videira, no Meio-Oeste, desenvolve técnicas e ferramentas de pulverização associadas ao uso de drones.

Atendendo a uma demanda do setor de fruticultura de clima temperado na região, a Epagri adquiriu um equipamento que começou a ser utilizado no segundo semestre do ano passado. 

Os pesquisadores trabalham juntamente com parceiros para definir critérios como altura de voo, vazão e mistura de produtos para facilitar a vida dos produtores que precisam de alternativas de pulverização. 

O drone está sendo testado em culturas como pêssego, ameixa, nectarina e também na viticultura. Os voos são realizados na própria área experimental da Epagri, mas também em propriedades particulares. O objetivo é validar ações de pesquisa para entender como fazer pulverizações com drones em fruticultura. 

“Este é o foco: saber qual a melhor forma de usar o equipamento no dia a dia para os pomares. O drone entra como uma alternativa, e as pesquisas estão sendo feitas para tentar otimizar esta técnica que já é uma realidade no Brasil e Santa Catarina, mas que precisa de ajustes. Por isso, a Epagri está se propondo, junto a demais parceiros, a refinar esta tecnologia para que seja usada com segurança por todos os agricultores e fruticultores de Santa Catarina”, diz o engenheiro-agrônomo André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira.

O drone de Videira é apenas mais um que a Epagri utiliza na pesquisa. Na Estação Experimental de Lages, a instituição desenvolve o projeto “Pasto remoto”. A proposta é utilizar sensoriamento remoto para a predição precisa de biomassa e altura de pastagens. Com mais de 70% de confiabilidade, o método auxilia o produtor, reduz a necessidade de mão de obra e presença in loco e representa um avanço científico na agricultura de precisão. 

Além dos benefícios econômicos, a otimização do manejo de pastagens tem impactos ambientais positivos, contribuindo para um uso mais eficiente dos recursos naturais, além da redução das emissões de gases de efeito estufa e de metano entérico, gás produzido durante a digestão e liberado pelo arroto em animais ruminantes, como bovinos e ovinos.

Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

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