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Geopolítica e clima colocam os grãos em modo de risco

Na soja, o foco continua voltado para a tensão no Estreito de Ormuz


Na soja, o foco continua voltado para a tensão no Estreito de Ormuz Na soja, o foco continua voltado para a tensão no Estreito de Ormuz - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciaram a semana em compasso de cautela, com o cenário internacional ainda bastante influenciado por clima adverso, tensões geopolíticas e oscilações nos custos de energia e insumos. Segundo a TF Agroeconômica, esse ambiente segue mantendo trigo, soja e milho em uma faixa de alta sensibilidade, com movimentos guiados tanto pelas condições de safra nos Estados Unidos quanto pelas incertezas no Oriente Médio.

No trigo, as cotações abriram em alta em Chicago, refletindo a preocupação dos investidores com as más condições das lavouras de inverno americanas. A ausência de chuvas no sul das Grandes Planícies até meados da semana reforça a apreensão do mercado, enquanto o avanço do plantio de primavera no norte da região pode ajudar a equilibrar parte do quadro. No físico, o cereal mostrou sustentação no Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde os preços subiram 0,44% no dia e acumulam avanço de 6,47% no mês.

Na soja, o foco continua voltado para a tensão no Estreito de Ormuz, que mantém o petróleo no centro das atenções dos agentes financeiros. Com a energia reagindo nesta segunda-feira após a queda observada na sexta, o óleo de soja abriu em alta mais forte em Chicago, enquanto o farelo recuou e o grão operou perto da estabilidade. No mercado físico, os preços no Paraná seguem pressionados no acumulado mensal, tanto no interior quanto em Paranaguá, indicando um ambiente ainda defensivo para o produtor.

Já o milho aparece com leve valorização em Chicago, sustentado pelo forte ritmo das exportações americanas, que se aproxima da meta recorde projetada pelo USDA para o ano comercial. Apesar disso, as previsões de chuvas regulares no Meio-Oeste dos Estados Unidos limitam ganhos mais expressivos, ao favorecer o plantio. Também pesa sobre o mercado a incerteza em torno da área final de milho e soja na próxima safra, em meio à alta da ureia e à rentabilidade mais apertada do cereal, fatores que podem estimular uma migração de área para a oleaginosa.

 

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