Milho desaba na B3 com alerta para safra maior
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa - Foto: USDA
O mercado de milho encerrou a quarta-feira com comportamento misto, em meio à cautela dos agentes diante das expectativas para a produção sul-americana e da evolução da segunda safra no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, a possibilidade de o USDA ampliar as estimativas das safras de milho do Brasil e da Argentina nesta quinta-feira influenciou o ritmo dos negócios, enquanto diferentes regiões ainda seguem em definição produtiva, com colheita prevista para os próximos meses e incertezas climáticas em parte dos estados.
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa. O vencimento de julho de 2026 terminou a R$ 64,62, recuo de R$ 0,64 no dia e de R$ 0,76 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 66,85, com queda diária de R$ 0,61 e semanal de R$ 1,35. Novembro de 2026 fechou a R$ 70,36, baixa de R$ 0,27 no dia e de R$ 0,99 na semana.
No Rio Grande do Sul, a liquidez segue reduzida, com negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A menor pressão de venda e a reposição pontual de estoques dão suporte às cotações, mas compradores permanecem cautelosos e abastecidos no curto prazo.
Em Santa Catarina, o mercado também mantém movimentação limitada. As indicações seguem próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. A diferença entre pedidas e ofertas restringe os fechamentos, em cenário de estoques confortáveis e expectativa de maior disponibilidade com o avanço da colheita em outras regiões.
No Paraná, o mercado spot continua travado, com indicações próximas de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. O clima favorece a segunda safra, que apresenta bom desenvolvimento, com 79% das áreas em boas condições, 14% médias e 7% ruins, segundo o Deral.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. Apesar de alguma firmeza pontual, a oferta crescente, os estoques elevados e a cautela dos compradores limitam uma recuperação mais ampla.