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Oferta global mantém pressão sobre trigo

No trigo, a disponibilidade internacional segue elevada


No trigo, a disponibilidade internacional segue elevada No trigo, a disponibilidade internacional segue elevada - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciaram esta quinta-feira com oscilações moderadas e atenção concentrada em fatores climáticos e nas novas projeções de oferta e demanda. Segundo análise da TF Agroeconômica, as tendências iniciais apontam para um cenário de ampla oferta global de trigo, pressão sobre soja e milho e expectativa em torno do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No trigo, a disponibilidade internacional segue elevada e as condições climáticas favoráveis no Hemisfério Norte reforçam a perspectiva de uma boa colheita. O trigo francês continua competitivo, mas enfrenta dificuldades para ampliar as vendas. Consultores privados realizam avaliações de campo na França, com resultados mistos, enquanto na Romênia as primeiras análises indicam perspectivas positivas para a produção. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou a estimativa da safra para 20 milhões de toneladas. O mercado aguarda possíveis ajustes do USDA na produção global.

Na soja, os contratos em Chicago operaram em leve baixa antes da divulgação do relatório do USDA. O clima úmido no Meio-Oeste dos Estados Unidos favorece o desenvolvimento inicial da safra, enquanto a ausência de compras chinesas e a expectativa de maior produção argentina pressionam as cotações. A Bolsa de Rosário elevou sua previsão para a safra 2025/26 da Argentina para 51,5 milhões de toneladas. Outro fator acompanhado pelo mercado é a queda dos preços dos fertilizantes, com a ureia granulada em Nova Orleans recuando 36% desde abril, reduzindo custos de produção.

No milho, a tendência sazonal de queda permanece predominante. O clima favorável nos Estados Unidos limita a incorporação de prêmios climáticos e os investidores reduziram posições compradas. Apesar da pressão, a demanda global continua sustentando os fluxos comerciais. O mercado espera sinais mais claros até o fim de junho para definir a direção dos preços dos grãos.
 

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