Grãos abrem em correção antes de novas estimativas
Em Chicago, a soja abriu com perdas acentuadas
Em Chicago, a soja abriu com perdas acentuadas - Foto: Ivan Bueno/APPA
Os mercados de grãos iniciam esta sexta-feira em movimento de correção, com investidores mais cautelosos antes de novas referências para produção e comercialização nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura do dia é marcada por realização de lucros, redução de posições e expectativa por dados capazes de alterar o rumo das cotações. O relatório do USDA concentra as atenções, especialmente nos mercados de soja, milho e trigo.
Em Chicago, a soja abriu com perdas acentuadas, entre 13,5 e 15 pontos nos principais contratos, enquanto novembro era negociado perto de US$ 13,17 por bushel. O óleo de soja recuava cerca de 2% e o farelo, aproximadamente 1%, em uma sessão também marcada por baixas superiores a 1% no milho e no trigo. Os fundos realizam lucros após os ganhos recentes, ampliando a cautela.
O petróleo caiu mais de 3%, embora o Brent tenha permanecido acima de US$ 100 por barril, acrescentando pressão ao conjunto das commodities. Para a soja, o mercado acompanha as estimativas de produtividade nos Estados Unidos e avalia se as novas compras da China e a força técnica recente têm sustentação fundamental para manter as cotações próximas das máximas contratuais.
No milho, a expectativa está concentrada em uma possível revisão da produtividade da safra americana de 2026, estimada pelo USDA em agosto em 180,7 bushels por acre. O consenso aponta para redução desse número, e uma mudança mais expressiva poderia favorecer uma reação positiva.
O trigo também começou o dia em leve correção. Além do relatório americano, o Mar Negro segue no radar devido aos ataques à infraestrutura russa e ucraniana e às incertezas sobre o funcionamento dos corredores de exportação de grãos.