Mercado de milho segue com negócios pontuais
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca - Foto: Canva
O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul mantém negociações pontuais, com compradores focados na reposição e produtores mais seletivos na oferta. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina recuos de preços em algumas regiões, demanda cautelosa e menor ritmo das exportações brasileiras.
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca. A Emater apontou queda de 0,71% no preço médio estadual, de R$ 61,98 para R$ 61,54, enquanto a Bolsa de Cereais de Cruz Alta mantém referência de R$ 75,00. As indústrias compram principalmente para reposição, e os produtores limitam novos volumes.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60,00 por saca, mas a demanda gira em torno de R$ 55,00. A distância entre compradores e vendedores restringe os negócios, em um estado que segue dependente de milho de outras regiões pelo déficit recorrente de oferta.
No Paraná, as indicações de compra ficam perto de R$ 60,00, com demanda ao redor de R$ 55,00 CIF. As cotações recuaram nas principais regiões, com R$ 66,44 no Norte Central, R$ 65,55 no Centro Oriental e R$ 58,06 no Oeste. Ponta Grossa teve a maior baixa entre as praças, de 0,61%, para R$ 65,85.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 54,00 a R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, o mercado passou a registrar estabilidade e queda, com Maracaju recuando 3,37% na semana. As usinas de bioenergia seguem ativas nas compras, enquanto os demais consumidores priorizam reposição e os produtores mantêm postura seletiva.